O povo decidirá o tipo de coligações

17 Jun 2019 / 02:00 H.

Um dos claros sinais deixados pelos eleitores da Madeira nas últimas eleições de Maio foi a indicação do, quase certo, fim das maiorias absolutas de um só partido, maiorias essas que, ao longo de quase 43 anos, sempre favoreceram o PSD na nossa Região. O povo irá decidir em Setembro que tipo de governação quererá para dirigir a Madeira e o Porto Santo nos próximos 4 anos! O CDS apresentar-se-á, nestas eleições, como uma alternativa tanto ao PSD como ao PS, sendo verdadeiramente uma TERCEIRA VIA, um caminho alternativo à desilusão do PSD, que só renovou no início do mandato e regressou ao passado no resto da legislatura, e ao quase vazio de projecto apresentado pelo PS até ao momento! Ou será que a compra do novo hospital privado é a pedra basilar do sector da saúde para Paulo Cafofo? E de onde sairá o dinheiro para comparticipar metade do novo hospital público da Madeira? A esta pergunta ainda nada se ouviu do candidato do PS! Posto isto, os eleitores madeirenses e portosantenses irão decidir que maioria se constituirá na Assembleia Regional para a legislatura de 2019-2023 e que possíveis entendimentos se poderão realizar entre os grupos parlamentares e ou deputados únicos eleitos! Muitas vezes nos perguntam com quem é que o CDS se irá aliar? Respondemos que será o povo a decidir, pois não podemos dar outro tipo de resposta já que os leitores são quem, efectivamente, irão decidir qual a força de cada partido! Mas o curioso é que esta mesma pergunta não é feita ao PSD ou ao PS? Pergunte-se ao PSD com quem é que se vão coligar se, porventura, vencerem as eleições regionais e, como se espera, ficarem longe da maioria absoluta? É com o CDS? Com o JPP, ou com outro qualquer partido? E a mesma pergunta se pode fazer ao PS? Se vencerem as eleições com maioria relativa, quem preferem para parceiros de coligação governamental? É que, para a Câmara Municipal, a tal coligação da mudança foi feita à esquerda! E o desejo de muitos socialistas é que haja uma maioria de esquerda no parlamento regional, para que surja na Madeira uma geringonça idêntica à nacional! Estas questões não são despiciendas, pois os eleitores devem saber com clareza quais são as intenções de cada partido! O CDS já o afirmou, sem equívocos, que nunca integraria um governo com partidos da extrema esquerda e, deste modo, deixa, preto no branco, aquilo que não fará! Ainda não conhecemos aquilo que não farão tanto o PSD como o PS! Quanto a nós, pelo menos nesta matéria terá que ser feito um esclarecimento aos eleitores! O CDS tem sido o partido que melhor oposição tem feito ao PSD, sobretudo no parlamento regional, reconhecimento esse que é público e que nos é transmitido pela maioria das pessoas com quem quem contactamos na rua! Melhor oposição é sermos consistentes nas propostas, nos argumentos, na estratégia e nos projectos sectoriais! Um exemplo inequívoco é a proposta dos PASSES SOCIAIS que foi integrada no último orçamento regional e que está a ter consequências muito positivas nas famílias da Madeira! Algumas delas irão poupar centenas de euros anuais! Esta é a forma de fazer oposição com razão e de forma construtiva por parte do CDS! Outros enveredam por caminhos diferentes, sobretudo do bota a baixo, mas só isso não chega para convencer os eleitores! Em Setembro o povo decidirá como quer que seja governada a Madeira e, até lá, não há conjunturas prévias ou coligações antecipadas por parte do CDS! Se, por um lado, formos os mais votados só teremos de agradecer aos eleitores! Se, por outro lado, a nova votação permitir consolidar uma governação estável para quatro anos, então será esse o caminho que seguiremos!

António Lopes da Fonseca