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Autonomia, orçamentos e mau perder

O arranque deste novo ano trouxe grandes provações que, mais uma vez, ultrapassamos, porque soubemos estar unidos e mobilizados em torno daquilo que é o interesse superior da nossa Região. A nossa Autonomia. Os nossos princípios e valores, dos quais nunca abdicaremos, enquanto Partido que somos. Enquanto Madeirenses e Porto-Santenses, movidos por convicções e ideais que não se compadecem com a demagogia barata dos que teimam em fazer de conta que estão na política com seriedade, quando deixam, diariamente, transparecer o contrário.

Para nós, Social-democratas, a Madeira está e estará, sempre, em primeiro lugar. Sejam quais forem as circunstâncias, seja qual for o contexto, seja contra quem for. E foi isso mesmo que provámos, ao longo deste mês que agora finda, tanto na votação para as Eleições Internas Nacionais do PSD, quanto no Orçamento Regional que aprovámos na Assembleia Legislativa da Madeira e no que debatemos na Assembleia da República.

Queremos o melhor para a nossa terra? Sempre. Defendemos os nossos princípios e a nossa autonomia? Sem qualquer dúvida.

E não será isso, precisamente, que a nossa população espera de nós? Não será isso que os nossos Militantes exigem do nosso PSD/Madeira? De um Partido que diariamente luta e resiste, nesta Região, superando com sucesso todas as contrariedades?

Julgo que sim, que é exatamente isso que esperam de nós.

Os nossos Militantes, que representam a alma, o trabalho e a força do nosso Partido, esperam que sejamos nós a definir as nossas regras. Esperam que nos façamos respeitar, até porque merecemos esse respeito. E exigem, acima de tudo, fazer parte de quaisquer mudanças que venham a ser feitas, sem que haja imposição de fora. O muito que temos por fazer pelo nosso Partido – sobretudo quando temos o grande desafio das Eleições Autárquicas em 2021 – será feito em conjunto. Como sempre, contando com todos.

Já a nossa população espera que sejamos honestos, responsáveis e coerentes. E que a defesa dos nossos interesses, enquanto Região, esteja acima de quaisquer outros.

Foi essa a nossa postura, ao apresentarmos e ao aprovarmos o ORAM 2020, um Orçamento que, em traços gerais, reforça os apoios sociais às famílias madeirenses, aposta na saúde e na educação, promove a economia e o emprego, aumenta a devolução de rendimentos, tanto para os cidadãos quanto para as empresas, apresenta contas públicas consolidadas e se traduz no reforço das políticas de desagravamento fiscal que têm vindo a ser seguidas e assumidas pelo Governo Regional, desde a última Legislatura.

Foi também essa a postura que assumimos, através dos nossos Deputados eleitos na Assembleia da República, relativamente ao Orçamento de Estado. Deputados que, mais uma vez e ao contrário de outros – que se esquecem por quem foram eleitos – colocaram, em primeiro lugar, os interesses da Madeira, indo contra o próprio Partido a nível nacional nessa defesa, numa postura em consonância com aquilo que são as nossas obrigações para com o eleitorado madeirense.

E o que dizer da nossa Oposição? Afinal, onde é que está a defesa da Madeira e dos nossos interesses? Alguém viu, nalgum momento, algum resquício de responsabilidade ou de coerência por parte daqueles que prometeram engrandecer e enriquecer (mais uma promessa caída em saco roto) o discurso político? Zero.

Mais do mesmo, num mau perder que se torna desgastante, tanto cá, na Região, quanto a nível nacional, porque baseado no ataque compulsivo, sem fundamento e contraditório, na retórica gasta e na teimosa esperança de que a solução governativa que foi alcançada – conforme a vontade expressa, pelo nosso povo, na Região, para a presente Legislatura – se desmorone a qualquer instante.

Será que a sede de poder fala mais alto do que a estabilidade? Será que não percebem que não é assim que acrescentam, seja o que for, a favor dos Madeirenses e Porto-santenses? Será que não entendem, de uma vez por todas, que estar ao lado da Madeira não é, propriamente, elogiar o Governo Central quando este se limita a cumprir com as suas obrigações, muito em função da luta que o PSD/Madeira tem vindo a promover?

Não, não percebem.

Mas nós, Social-democratas, percebemos. Percebemos que temos um compromisso que diariamente honramos, em coerência e com o sentido de responsabilidade que tão bem nos carateriza. Percebemos que, ao contrário daqueles que nem sabem o seu significado, encaramos a Autonomia com a mesma convicção, força e afinco que demonstramos na sua conquista.

E percebemos, por fim, que somos a única força política capaz de garantir que a Madeira e o Porto Santo continuem a ser o que os Madeirenses e Porto-santenses quiserem. E que, com eles, estamos a fazer a diferença e faremos, ainda mais, em 2021.