Mudam-se os tempos...

02 Jul 2011 / 02:00 H.

...Mudam-se as vontades?! O filme da formação do novo governo, visto em modo fast-forward, diz tudo sobre a urgência de traçar um novo rumo para o País. Os ventos não são favoráveis e, por isso, será necessária uma força de braços extra para lançar novas rotas de desenvolvimento.

O que se pede a Portugal? Uma mudança económica e financeira mas, essencialmente, uma mudança sócio-cultural. Sobre isto três notas:

1ª. A mudança política está a construir-se, visível na eleição de uma mulher para presidente da AR e no salto geracional da equipa governamental em exercício.

Mas é preciso mais: (a)que todos os intervenientes na res publica tenham um espírito construtivo; (b)que os influenciadores - líderes de opinião e comunicação social - sejam parte da solução e não do problema; (c) que tomemos como certo a necessidade de inovar e reconstruir e concentremo-nos naquilo que, à nossa escala, pode ser rentabilizado.

2ª. Para sustentar a mudança há que valorizar o que temos de bom no plano dos projectos, das empresas e dos empreendedores. Eis alguns exemplos: Portugal já ultrapassou a média europeia de investigadores por habitante - valorizando a aposta em investigação e desenvolvimento; no acesso à internet  temos o quinto valor mais alto da Europa entre os cidadãos com ensino secundário - um indicador de modernização e de que é possível agilizar funcionalidades e estruturas; as exportações de bens e serviços, desde 2006, apesar do interregno da crise, têm vindo a crescer e há uma menor burocracia nas relações com o Estado - sinais de dinâmica para os mercados.

3ª. Importa gerar impulsos positivos. Porque isso jamais se fará sem a participação da população, há que apostar numa comunicação interna clara, capaz de captar o seu interesse e apoio.

A crise não será uma fatalidade se for transformada em oportunidade.

Marco Paulo Freitas - Consultor de Comunicação

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