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Sete milhões de pessoas devem ser retiradas na Florida

As autoridades da Florida, nos Estados Unidos, recomendaram a retirada de sete milhões de habitantes, um terço da população do estado, devido à passagem do furacão Irma pela região.

A divisão de gestão de emergências do estado da Florida anunciou hoje que as autoridades tinham emitido uma combinação de ordens de saída obrigatória e voluntária a 6,3 milhões de residentes, mas o número subiu, entretanto, acrescentando mais 700 mil pessoas, à medida que o furacão girou para ocidente.

O fenómeno deve alcançar o território este domingo.

A dimensão e a trajetória da tempestade levaram os responsáveis a ordenar evacuações em ambas as costas da Florida, incluindo alguns dos centros populacionais do estado.

A Florida é o terceiro maior estado norte-americano, com cerca de 21 milhões de habitantes.

Outras 540 mil pessoas deverão sair na parte leste do estado de Geórgia.

Na Carolina do Sul, uma ordem de evacuação obrigatória foi emitida para oito ilhas-barreira, incluindo a ilha de Hilton Head, a ilha mais populosa, com cerca de 40 mil habitantes.

O furacão Irma abrandou e desceu para a categoria 3 (numa escala até 5), mas deverá voltar a ganhar força ao aproximar-se ainda mais da Florida (sul dos Estados Unidos), adiantou o Centro Nacional de Furacões norte-americano.

De acordo com o centro, num boletim divulgado às 11:00 (16:00 em Lisboa), o Irma “é [agora] um furacão de categoria 3” mas “deverá ganhar força ao dirigir-se para o sul da Florida e para as Keys [pequeno conjunto de ilhas a sul do território continental dos Estados Unidos]”.

As primeiras chuvas e consequentes cortes de eletricidade associados à passagem do furacão Irma fizeram-se sentir hoje em Miami, onde se espera que as condições meteorológicas piorem à medida que o dia avança.

O furacão Irma já esteve na categoria máxima na escala Saffir-Simpson (5), já passou para categoria 4 e agora desce para 3, poucas horas antes de tocar terra no sul da Florida. Espera-se que tal aconteça na madrugada de hoje para domingo.

Neste momento, o Irma avança pelo norte de Cuba, onde tocou terra, na noite de sexta-feira, no arquipélago de Camagüey.

O Centro Nacional de Furacões norte-americano informou, entretanto, que o percurso previsto para o Irma se modificou. O “olho” do furacão deverá agora passar pelo sudoeste da Florida, nomeadamente na região das Keys e de Tampa, algures durante a manhã de domingo.

Durante a tarde de domingo, o furacão deverá seguir ao longo da costa sudoeste da Florida.

No entanto, todo o estado da Florida sentirá os efeitos do fenómeno.

Este furacão, o mais poderoso registado no Atlântico, causou pelo menos 18 mortos à passagem pelas Antilhas Menores e Porto Rico, e destruiu a ilha de Barbuda e a parte francesa de Saint-Martin.

Na região há outros dois fenómenos: no Atlântico, o José é neste momento um furacão de categoria 4, com ventos máximos de 240 quilómetros por hora e movimentando-se a cerca de 20 quilómetros/hora. No entanto, o centro de furacões norte-americano estima que continuará a perder força nos próximos dias.

No Golfo do México, o furacão Katia tocou terra já durante a noite de sexta-feira, a norte de Tecolutla, México, enfraquecendo para o estatuto de “tempestade tropical” e depois para “depressão tropical”.

Hoje de manhã estava a 217 quilómetros a sul de Tampico, México, movendo-se muito lentamente (3,2 quilómetros hora) perto da cadeia montanhosa de Sierra Madre, com ventos máximos de (64,4 quilómetros hora). Espera-se que o Katia enfraqueça ainda mais ao longo do dia.