Nicolás Maduro lança ‘Marca País’ para promover identidade cultural, histórica e turística

12 Fev 2019 / 19:24 H.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou oficialmente a ‘Marca País, Venezuela Aberta ao Futuro’, uma estratégia que, segundo o próprio, permitirá diversificar o turismo, as exportações, os investimentos e também promover a identidade cultural e histórica dos venezuelanos.

“É o momento da estratégia, da Marca País, para que saibam a verdade sobre a Venezuela, a beleza da Venezuela e para que quem quiser venha compartilhar esta terra”, disse.

Nicolás Maduro falava no Hotel Venetur Alba Caracas (estatal), durante um ato em que precisou que o seu Governo “afinou” a apresentação da marca, “durante anos, com visão das oportunidades que a Venezuela oferece ao mundo, como um país aberto ao futuro”.

“É uma boa oportunidade, quando a Venezuela está no olho do furacão geopolítico do mundo, quando toda a imprensa mundial lhe dedica páginas inteiras e as redes sociais fervem diariamente com notícias do nosso país”, disse.

Segundo Nicolás Maduro, uma “boa parte da guerra mediática a que a Venezuela está submetida no mundo, tem como propósito que ninguém se aproxime, que ninguém faça investimentos” mas a “Venezuela é o melhor país do mundo para investimentos”.

Entretanto, através da rede social Twitter, o Presidente da Venezuela explicou que a “Marca País, tem como base uma identidade cultural e história que tem sido forjada ao longo de mais de 500 anos (de história), com a força espiritual de uma pátria de grandes belezas naturais para oferecer ao mundo”.

“A Venezuela é única!”, exclamou na sua conta daquela rede social.

Numa outra mensagem explicou que a Venezuela tem “grandes desafios no motor turismo (programa estatal)” e que foram criadas “as condições necessárias” para que a Venezuela “dê um grande salto para a frente no desenvolvimento turístico. Viva a Venezuela Bela!”.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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