Mais de 700 empresas fecharam no último ano na Venezuela

10 Nov 2018 / 20:33 H.

A Confederação Venezuelana de Industriais (Conindústria) revelou hoje que, no últimoano, mais de 700 empresas fecharam no país, devido à crise e a “políticas equivocadas” do Governo do Presidente Nicolás Maduro em matéria económica.

Juan Pablo Olalquiaga explicou que “91% das empresas [ativas] diminuíram a sua produção” e que a Venezuela deixou de ser um país industrial, “porque se romperam as cadeias” da industrialização, das quais fazem parte a produção ou transformação de matéria-prima.

“Se continuamos assim, não vai ficar nenhuma empresa no país”, frisou.

Segundo a Conindústria, apesar de a Venezuela ser um país petrolífero, “para fabricar um colchão é preciso importar o tecido, o arame e a matéria que é usada para a esponja”, ou seja, “passar por uma economia que se maquilha, que compra e monta coisas que são realmente simples”.

Por outro lado, explicou que as medidas económicas, anunciadas em agosto pelo Presidente Nicolás Maduro, e das quais fizeram parte o aumento, 35 vezes, do salário mínimo dos venezuelanos e também dos impostos, “causaram um agravamento da inflação e uma profunda descapitalização das empresas”.

Além disso, frisou, há outros fatores que travam o desenvolvimento económico, como os constantes apagões elétricos no país.

Juan Pablo Olalquiaga recomendou ao Governo que elimine o sistema de controlo cambial que vigora no país, porque impede a livre obtenção local de moeda estrangeira, e avance com um programa para reconstruir as empresas que foram expropriadas ou tomadas pelo Estado, porque estão inoperacionais, entre elas as do setor da produção de cimento e as de siderurgia.

Dados divulgados pelo parlamento da Venezuela, onde a oposição detém a maioria, dão conta de que a inflação subiu 148,2% no passado mês de outubro, atingindo 833.997% ao longo dos últimos 12 meses.

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