Filho do Presidente eleito do Brasil defende criminalização do Movimento Sem Terra

Brasil /
12 Nov 2018 / 15:48 H.

O deputado Eduardo Bolsonaro (membro da câmara baixa parlamentar) e filho do Presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, defendeu hoje que as ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) devem ser tipificadas com terrorismo.

Em entrevista ao jornal brasileiro O Estado de S.Paulo, Eduardo Bolsonaro afirmou que “grupos como o MST por vezes utilizam o seu poder criminoso para invadir terras, incendiar tratores, para obrigar o fazendeiro a vender suas terras a um preço abaixo do mercado”.

“Eles impõem o terror para ganhar um benefício por outro lado. É isso que a gente visa combater. Isso aí é terrorismo. É a intenção de levar o terror para amedrontar as pessoas. Se fosse necessário prender 100 mil pessoas, qual o problema nisso?”, apontou.

Questionado sobre a proposta polémica de também criminalizar ideias e instituições relacionadas ao escopo filosófico do comunismo, facto que poderia violar a liberdade de expressão e também levar a extinção de partidos políticos no Brasil, Eduardo Bolsonaro argumentou que “o nazismo é criminalizado” e defendeu que o país deveria seguir o exemplo da Polónia, Ucrânia e Indonésia.

“É seguir o exemplo de países democráticos, como a Polónia, que já sofreu na pele o que é o comunismo. Se você for na Ucrânia também falar de comunismo, o pessoal vai ficar revoltado contigo. Outro países também proibiram, como a Indonésia. Então, você começa a perceber que não é algo tão radical assim, que existe em alguns países. E, de certa formas evita que as pessoas tenham de pagar com suas vidas aquilo que o passado já condenou”, disse.

Na entrevista, o parlamentar também defendeu bandeiras levantadas na candidatura de seu pai, como a redução da maioridade penal, a flexibilização da posse de armas, a aprovação do projeto Escola Sem Partido, além de propor uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política.

Eduardo Bolsonaro não descartou a possibilidade de afastar-se do Congresso para ser candidato a prefeito ou governador de São Paulo nos próximos anos, e frisou que, inspirado em Itália, pretende criar um grupo no Brasil com ligações internacionais para a promoção e a defesa das ideias de extrema-direita.

“O Steve Bannon tem o Movement, que conta com a participação do Salvini (Matteo Salvini, ministro do interior da Itália). A gente quer ter uma conexão internacional para a troca de ideias, pensar em medidas que estão sendo feitas de forma pioneira na Itália que a gente possa fazer aqui. É participar do jogo democrático de forma organizada”, concluiu.

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