Enviado da ONU para a Líbia pede apoio internacional para solução política

Líbia /
18 Jan 2019 / 20:17 H.

O emissário da ONU para a Líbia, Ghassam Salamé, pediu hoje o apoio da comunidade internacional para evitar que fracasse a nova tentativa de conseguir uma solução política para a crise naquele país.

Dirigindo-se ao Conselho de Segurança das Nações Unidas através de videoconferência, Salamé disse esperar convocar em breve uma conferência nacional na Líbia para traçar o caminho para a realização de eleições presidenciais e legislativas.

“No último ano registámos crescentes pedidos para facilitar a realização de uma conferência nacional. Tentaremos convocá-la nas próximas semanas”, disse.

“Em todo o país, os líbios, mulheres e homens, reunir-se-ão para decidir como a nação terminará o período de transição”, em curso desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, adiantou.

Salamé lembrou que o processo incluirá a possibilidade de um referendo sobre um projeto de constituição.

Quando os principais atores conseguirem um consenso sobre “um calendário nacional para reconstruir um Estado líbio unido” poder-se-á “marcar uma data e um local”, precisou.

O enviado da ONU sublinhou a importância para a comunidade internacional e para os líbios de se concentrarem no sul do país, onde, disse, “as condições se deterioram a uma velocidade alarmante”.

Salamé indicou esperar poder abrir um gabinete da ONU nessa região “este ano”, adiantando que a ONU abrirá um outro em Benghazi (leste) “no final deste mês”.

A Líbia é dirigida atualmente por duas entidades rivais: o Governo de União Nacional, apoiado pela comunidade internacional e sediado em Tripoli, e uma autoridade instalada no leste, apoiada por um parlamento eleito em 2014 e por uma força armada dirigida pelo marechal Khalifa Haftar.

A desestabilização do país deixou espaço a grupos ‘jihadistas’ e de contrabandistas de pessoas, armas e combustíveis.