Autoridades da Crimeia procuram possível cúmplice de ataque em escola

18 Out 2018 / 11:32 H.

As autoridades locais da Crimeia procuram um possível cúmplice do atirador que, na quarta-feira, entrou uma escola politécnica em Kerch, causando a morte a 20 pessoas e ferimentos em mais de 40, foi hoje anunciado.

O líder regional da Crimeia, Sergei Aksyonov, nomeado pelo Kremlin, disse hoje, citado pelas agências de notícias russas, que é possível que o atacante, um estudante da escola de 18 anos, tenha um cúmplice.

Aksyonov disse que o atirador entrou sozinho na escola, mas acrescentou que as autoridades acreditam que terá tido ajuda para preparar o ataque.

Anteriormente, as autoridades tinham avançado com a tese de que o estudante tinha actuado sozinho naquele que é considerado o pior ataque de um estudante na Rússia, o que está a levantar questões sobre a segurança nas escolas do país.

Segundo o Comité de Investigação da Rússia, a principal agência de investigação, o agressor, que morreu no ataque, foi visto nas câmaras de segurança a entrar no edifício da escola que frequentava, o politécnico da cidade de Kerch, e a disparar contra os colegas.

O agressor foi identificado como Vladislav Roslyakov e as autoridades adiantaram que todas as vítimas mortais têm ferimentos de arma de fogo.

Sergei Aksyonov, líder regional na Crimeia, disse que o aluno do 4.º ano da escola acabou por se suicidar na biblioteca do estabelecimento de ensino depois do ataque.

O Presidente russo, Vladimir Putin, classificou como uma tragédia o ataque e enviou condolências às famílias das vítimas.

Putin prometeu que o Governo russo fará tudo o que for necessário para ajudar os feridos.

A anexação da Crimeia pela Rússia desencadeou sanções dos países ocidentais.

A Rússia também apoia os separatistas que combatem o Governo ucraniano no leste da Ucrânia, um conflito que deixou pelo menos dez mil mortos desde 2014.

Nos últimos anos, as agências de segurança russas prenderam vários ucranianos acusados de organizar ataques terroristas na Crimeia, embora nenhum ataque tenha sido concretizado.

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