Vídeo ilustra críticas, reflexões e propostas de Mário Pereira nos últimos anos para a Saúde na Madeira

Recorde algumas das intervenções do ex-deputado do CDS, agora nomeado novo director clínico do SESARAM

22 Jan 2020 / 11:20 H.

Conforme noticiou o DIÁRIO esta madrugada, Mário Pereira é o escolhido pelo governo de coligação PSD-CDS para director clínico do Serviço de Saúde da Região, garantiu ao nosso matutino fonte do executivo madeirense.

O médico e ex-parlamentar do CDS surge como alternativa para que o acordo entre os dois partidos que sustentam a maioria e o governo não fique comprometido, depois de ter falhado a opção Filomena Gonçalves.

A médica indicada pelo CDS para a Direcção Clínica, e que foi solução perspectivada por Mário Pereira, manifestou indisponibilidade depois do que considerou ser uma “humilhação pública” orquestrada pelo Secretário da Saúde. Ao DIÁRIO, na edição no passado domingo, apontou o dedo a Pedro Ramos e a Rui Barreto e afirmou que a sua dignidade foi “colocada em causa” por diversas vezes no processo da sua nomeação para a direcção clínica do SESARAM. Mais acusou o CDS-Madeira de passividade e de nunca ter sido “desejada pela tutela”.

Sobre Mário Pereira importa referir que o médico, na qualidade de deputado, foi nos últimos anos, sobretudo na última legislatura, um dos rostos da crítica à forma como o governo PSD tem gerido os destinos da Saúde na Madeira.

São dele, na última legislatura, as mais impactantes e marcantes intervenções da oposição ao nível da área da Saúde, com críticas, reflexões e propostas concretas do CDS para a melhoria do sector.

O DIÁRIO fez uma curta compilação de intervenções de Mário Pereira, entre 2015 e 2019, com base em vídeos publicados pela ALM e pelo canal do CDS/PP-Madeira.

Em artigo de opinião publicado no DIÁRIO no final de 2019, Mário Pereira - que viria a deixar a ALM, em Janeiro deste ano - referiu: “Muitos questionam sobre o que penso agora dos desafios para a saúde regional, em que o PSD administra, só, a SRS, se bem que no contexto lato de uma coligação? Responderia com uma Esperança, uma Oportunidade e uma Preocupação”, deixando claro não ser certo que, “a gestão autocrática e segregadora, que muitas vezes critiquei neste diário, tenha desaparecido totalmente do horizonte” e que “é preciso introduzir mudanças, algumas aparentemente dolorosas, algumas beliscando interesses instalados e, por maioria de razão, questionar os facilitismos indesejáveis num Sistema de saúde que se quer transparente e justo”. “É preciso mudar e, ao fazê-lo, resistir aos obstáculos que surgirão às mesmas”, escreveu na altura.

Antes, Mário Pereira foi alvo de um artigo de opinião também no nosso jornal assinada pelo médico França Gomes. “Não sei se farás parte da História e francamente borrifo-me nisso, mas penso que se isso acontecer, será do lado negro!”, escreveu.