'Tolerância zero' nas obras

24 Fev 2013 / 11:02 H.
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A maioria das obras previstas pela Lei de Meios para disciplinar as linhas e os cursos de água e proteger bens e pessoas no concelho do Funchal já foram implementadas ou encontram-se em fase de execução. Não obstante, a Vice-presidência do Governo Regional, entidade responsável pela execução da Lei de Meios, admite atrasos e a prorrogação do prazo para a conclusão de todas as obras devido à imposição de limites ao investimento.

O DIÁRIO percorreu diversos locais nas zonas altas do concelho do Funchal, onde decorrem obras de canalização de ribeiras e outros cursos de água. Vasco Gil, Laranjal, ribeiro de Santana, em São Roque e o ribeiro do Caminho da Levada dos Tornos, no Monte, são exemplo de locais onde foi possível desviar a linha de água em alguns pontos onde a mesma corria junto às habitações. Não obstante, em situações em que o local não oferece alternativa, João Cunha e Silva diz que o interesse de uns não irá comprometer a segurança de todos.

A par do desvio da linha de água das habitações, intervenção a realizar sempre que o serpentear dos ribeiros entre o aglomerado urbano o permita, há também a preocupação de aumentar a capacidade de vazão. A ribeira do Vasco Gil ou o ribeiro de Água de Mel são disso exemplos. No segundo caso é possível comparar a profundidade e largura do ribeiro antes e após a obra.

Devido ao limite ao investimento, a vice presidência foi obrigada a recalendarizar algumas intervenções. Este ano arrancam mais de uma dezena de obras, entre elas a canalização de ribeiras na Serra de Água, uma das obras mais complexas prevista pela Lei de Meios.

No Largo das Babosas, última paragem no périplo pelas obras em curso, chamada de atenção para a canalização do ribeiro das Babosas directamente para o vale da ribeira de João Gomes. A delimitação desta linha de água garante que o cenário ocorrido a 20 de Fevereiro não se repita. Há três anos o ribeiro deixou o seu curso habitual e juntou-se ao ribeiro da Pena. Alguns quilómetros a jusante água e material transportado viriam a causar danos materiais e a perda de vidas na estrada luso brasileira.