Vice-presidência esclarece estudo sobre estado da Região

Em causa as reacções do PS-Madeira que, frisa Pedro Calado, lança “suspeições vis e torpes”

17 Nov 2018 / 18:07 H.

Numa nota de esclarecimento público ao caso da contratação de uma empresa de comunicação para fazer um estudo social, que caracterize os vários concelhos da Madeira, a Vice-Presidência do Governo Regional aponta baterias ao PS-Madeira, partido que hoje reagiu à notícia do DIÁRIO dizendo querer “acompanhar, mês a mês, o descalabro eleitoral do PSD”.

No esclarecimento do Gabinete de Pedro Calado, começa-se por explicar o processo de contratação, os valores em causa, os objectivos do estudo e, também, não é deixado de lado uma dura crítica aos socialistas, a quem a Vice-Presidência acusa de ter lançado “suspeições vis e torpes”.

Pode ler o comunicado na íntegra:

“O contrato estabelece que se trata de uma “aquisição de serviços de realização de trabalho de campo e análise de resultados de entrevistas e ‘focus group’ para a avaliação da realidade social, cultural e económica dos municípios da RAM”. Para esse estudo, o Governo Regional vai desembolsar 91 mil euros, acrescidos de IVA, o que faz o valor final ficar em pouco mais de 111 mil euros.O PS-Madeira veio hoje, através de comunicado, lançar um conjunto de suspeições vis e torpes sobre uma contratação efetuada pelo Governo Regional da Madeira, que nos compete repudiar e, em abono da verdade, emitir o seguinte esclarecimento a todos os Madeirenses:

1. Efetivamente, o Governo Regional da Madeira realizou um procedimento, por Consulta Prévia, para a realização do trabalho de campo referente à análise de resultados de entrevistas e Focus Group, tendo por objetivo a avaliação da realidade Social, Cultural e Económica dos municípios da Madeira.

a. Na verdade, não se trata de um mero estudo, mas sim de um dos maiores estudos de sempre já realizados na Madeira, que inclui 11 estudos de mercado quantitativos, a realizar em cada um dos municípios da Região Autónoma da Madeira;

b. E a que ainda acrescem 8 Focus Group;

c. Concorreram três empresas e a Aximagem foi a entidade vencedora;

d. O valor da adjudicação foi de 94.000 € e não de 100.000 €, como surge referido pelo PS-M;

e. O valor médio por estudo é de menos de 8.000 €.

2. O valor significativo que este contrato encerra deve-se ao facto de o Governo Regional não ter querido deixar nenhum município fora desta análise, nem ter querido repartir por vários contratos, ou por outras empresas estatais este projeto. Nada temos a esconder. O objetivo é termos uma ferramenta eficaz de gestão, que possa avaliar as diferentes realidades sociais, económicas e culturais de cada um dos municípios, de forma a potenciarmos, em cada concelho, as soluções mais ajustadas de governação. Note-se que serão realizados 4.600 questionários e ainda 8 Focus Group.

3. O Governo Regional da Madeira prepara-se, sim, para fazer um dos maiores estudos já realizados nesta Região e encara esta decisão como algo de positivo e que merece ser divulgado. Apenas com informação precisa se pode governar de forma prudente e criteriosa. As maiores empresas e organizações em todo o mundo realizam frequentemente estudos de mercado para apoiarem a sua gestão, sendo, aliás, esta prática considerada pela generalidade dos gestores e academia como uma boa-prática. Deste modo, o Governo Regional da Madeira tem orgulho em seguir as mais modernas práticas de gestão e não se deixa contaminar pelas tentativas vulgares de um populismo amador, que denuncia a impreparação dos interlocutores.

4. Sobre os argumentos da utilização de Focus Group, os mesmos são tão disparatados e surpreendentes, ainda para mais quando oriundos do PS-M, razão pela qual apenas deixamos o seguinte comentário: a empresa selecionada para a realização do presente projeto, é a mesma que organizou recentemente os Focus Group desenvolvidos pelo Governo da República, liderado pelo PS, e que foram amplamente divulgados. Ainda que o Governo Regional não pretenda realizar a mediatização televisiva que o Governo do Partido Socialista entendeu conferir no Continente.

5. O estudo não tem perguntas político-partidárias e, como é óbvio, os resultados serão disponibilizados a toda a comunidade, mal sejam produzidos e concluídos.

6. Por fim, resta assinalar que é absolutamente falso que o estudo seja mensal, nem que é suposto gerar reportes regulares durante um ano. A expetativa é que o trabalho de campo esteja terminado até ao final do ano, com divulgação de resultados no início do próximo ano. O estudo não tem perguntas partidárias e, como também é óbvio, os resultados serão disponibilizados a toda a comunidade.”