Vereador do CDS pede responsabilidades no caso dos cães recolhidos em Câmara de Lobos

19 Dez 2017 / 16:15 H.

O CDS/PP de Câmara de Lobos, através do vereador João Paulo Santos, só hoje tomou uma posição sobre os acontecimentos que relatam a recolha de uma matilha numa residência em Câmara de Lobos, no dia 15 de Dezembro. Depois de ter recolhido informação detalhada e de ter conhecimento dos esclarecimentos da Câmara Municipal, do Tribunal Judicial e da Associação que acompanhava a situação no terreno, constata que “houve maus tratos nos animais e provavelmente alguém foi irresponsável no cumprimento de uma ordem judicial”.

Esta era uma situação que estava referenciada pela Câmara Municipal e os animais estavam a ser acompanhados por uma associação que inventariou os cães e ajudava na vacinação, nos cuidados de saúde básicos e na alimentação.

Segundo o vereador, “fomos informados pela associação que nos últimos dois meses já tinham retirado para adopção cerca de 15 cães e a situação poderia estar resolvida dentro de dois a três meses e já haviam contactado a Câmara Municipal a informar o ponto da situação”.

Adiantou ainda que “pelos registos de imagens e relatos que nos foi chegando, podemos constatar que a Câmara Municipal não tinha meios necessários para o cumprimento da ordem judicial e por isso deveria pedir o seu adiamento”, tal como o oficial de justiça “deveria ter tomado a iniciativa de confirmar os meios que se exige para uma operação desta natureza”.

No entender do CDS, os animais foram mal tratados e “é preciso apurar as falhas e responsabilizar quem provocou este lamentável episódio que já ultrapassou fronteira, pelas piores razões”.

As declarações dos responsáveis da associação ’Ajuda Alimentar a Cães’ não coincidem com os comunicados da Câmara e do Tribunal Judicial, cuja presença dos membros da associação no local era apenas para ajudar a proteger os cães de um tratamento selvático. “A indicação do veterinário é da responsabilidade da Câmara Municipal e não de uma associação que presta serviço voluntário no Concelho, e a quem não se pode exigir qualquer responsabilidade”, diz João Paulo Santos que ficou “importunado com o ponto oito do comunicado do tribunal judicial: “Ao contrário do que é veiculado em algumas notícias, o oficial de justiça, funcionários camarários e agentes da PSP presentes, não tiveram necessidade de intervir na remoção dos animais, uma vez que a “Ajuda Alimentar a Cães” se disponibilizou voluntariamente para o efeito até ao local de destino”.

Segundo o vereador, “os registos de imagem mostram o contrario”, daí a necessidade de “apuramento da verdade e a respectiva responsabilização e consequência”.