“Uma entrada de leão e saída de sendeiro”, diz Paulino Ascenção sobre nomeação de Mário Pereira

27 Fev 2020 / 23:49 H.

“Uma ‘entrada de leão e saída de sendeiro’ para Miguel Albuquerque, na nomeação do director clínico do SESARAM, perfeitamente evitável se tivesse tido bom senso”, é como começa por reagir, através de nota enviada para a redacção, à renúncia de Mário Pereira ao cargo de director clínico do SESARAM.

O bloquista é da opinião que “a saída de Mário Pereira era incontornável”, uma vez que “nem deveria ter sido nomeado, muito menos empossado, pois era conhecida a oposição e a desconfiança que merecia entre os seus colegas médicos”.

“Albuquerque comprou uma guerra com os médicos que nunca poderia ganhar, tem de engolir a sua arrogância e uma pesada derrota, agravada pelo arrastar penoso do braço-de-ferro sem sentido nos últimos dias. A saúde continua a ser o sector mais problemático para Albuquerque, depois de ter rodado três secretários e três administrações do SESARAM no anterior mandato, este começa ainda pior, ao fim de cinco meses ainda nem tem a estrutura dirigente do Serviço Regional de Saúde investida em funções, que grande trapalhada.

Com a saúde não se brinca e estes governantes mostram que estão apenas a governar as suas vidinhas, a cuidar dos seus interesses e pouco focados nos problemas dos utentes. Uma vergonha!”, escreve ainda Paulino Ascenção.

O Bloco lembra ainda que apresentou no seu manifesto às eleições regionais, uma proposta de abrir à participação dos subordinados a escolha das chefias na Administração Pública, como regra geral, que seria aplicável à escolha do director clínico do SESARAM.

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