“Todos temos de assumir responsabilidades e evitar protagonismos”

Carlos Teles diz que estudo geológico não visava local do desabamento e que alertou o Governo para a situação

18 Fev 2019 / 13:12 H.

“Todos temos de assumir responsabilidades e evitar protagonismos”, palavras do presidente da Câmara Municipal da Calheta, Carlos Teles, na conferência de imprensa convocada hoje pelo executivo, para esclarecer as origens do desabamento que vitimou a jovem cozinheira Carina Marlene (23 anos), no passado sábado.

Teles refuta as declarações de Magno Jardim dizendo que o estudo técnico-científico referido pelo mesmo foi feito por imposição desta autarquia no âmbito de um pedido de obras para um projecto de remodelação e ampliação de moradias existentes, em local distinto de onde ocorreu o acidente de dia 16.

Carlos Teles sublinhou também que o alvará daquele espaço já existe desde 1960 e que sempre alertou o Governo Regional para a situação de risco que a escarpa representava, relembrando que a estrada em causa só se tornaria municipal em 2016.

Recorde-se que a manchete do DIÁRIO desta segunda-feira explica que o estudo geológico, encomendado pelo empresário que explorava o restaurante da Calheta onde se deu a morte de Carina Marlene, sugeria uma intervenção urgente no local. O assunto permaneceria enterrado até sábado, a despeito do conhecimento da Câmara e do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC).

O presidente deixou ainda uma palavra de apoio à família, dizendo ser essa a sua “prioridade”.

Outras Notícias