Serviço de Saúde precisa de mais internos

Região pediu 35 para formação do ano comum, Administração Central do Sistema de Saúde propôs hoje mais cinco

09 Nov 2018 / 11:59 H.

Em 2011, 140 internos de várias especialidades tiveram de sair do Sistema Regional de Saúde (SESARAM), muitos deles estão novamente na Região num momento que o secretário regional da Saúde diz ser bom. Hoje e amanhã decorrem no Colégio dos Jesuítas, no Funchal, as IX Jornadas dos Médicos Internos. Participam 300, dois terços de fora da Madeira. Apesar de contar com 248 ao seu serviço, há ainda carências, assume Ana Paula Reis, directora do Internato Médico, sobretudo nas áreas da anestesia, urologia, dermatologia, medicina geral e familiar e oftalmologia.

Hoje saiu o mapa nacional de vagas para Internos. A Região tinha pedido 35 jovens médios para fazerem o ano comum, a Administração Central do Sistema de Saúde sugeriu que a Região recebesse mais cinco, anunciou o secretário. Para Pedro Ramos, este é um sinal de que “reconhecem que a Região tem capacidade para dar formação”.

Actualmente o SESARAM conta com 248 internos. 35 estão a fazer o ano comum neste serviço, 25 no ano comum fora do SESARAM a realizar estágios complementares. Tem 122 internos da formação específica hospitalar do SESARAM, 43 internos da medicina geral e familiar e ainda nestas duas áreas, a fazer formação fora são 23. “Estes números são satisfatórios, mas ainda queremos muito mais”, assumiu Ana Paula Reis. Agora há alguns incentivos que foram criados. Mas não é só a parte monetária que faz a diferença, explicou, o facilitar a aquisição de casa e a gestão da vida familiar nomeadamente com creches também é considerado no momento da decisão. “Nós queríamos internos para todas as especialidades”, assume a directora, revelando que a maior parte dos médicos internos ficam cá, mas queriam que fossem mais.

As jornadas são momentos de formação multidisciplinares, que incluem ainda cursos prévios para enriquecer os conhecimentos dos participantes. Estas, disse o secretário, “atravessaram um período do Serviço Regional de Saúde que teve momentos bons e momentos maus em termos de liderança”. A procura por cerca de 300 jovens médicos, 200 de fora é entendido por Pedro Ramos como um sinal da qualidade. “É sinal que aquilo que se faz em termos de formação, diferenciação, educação e treino na nossa instituição é reconhecido não só a nível regional, mas também a nível nacional”.

Quanto às carências, Pedro Ramos atribui também parte da responsabilidade ao próprio sistema nacional de saúde. “Há carências a nível nacional que depois têm tradução a nível regional, de acordo com a nossa dimensão. A nossa instituição, o Serviço Regional de Saúde, tenta por todos os meios colmatar essas pequenas discrepâncias que são até provocadas pelo Serviço Nacional de Saúde pela falta de médicos que existe a nível nacional”.

A escolha que é feita pelos médicos internos prende-se com a capacidade e com a diferenciação da instituição. “Comparada com outros hospitais, a nossa está muitos anos à frente”. E aponta as medidas que têm sido tomadas para dar resposta: “Em primeiro lugar abrindo vagas a nível da Universidade da Madeira; em segundo lugar abrindo vagas a nível do internato do ano comum; em terceiro lugar abrindo vagas a nível do internato de especialidades, de acordo com as nossas necessidades, com a necessidade do serviço regional de saúde”.

Segundo Pedro ramos, este ano o SESARAM recebeu cerca de 300 alunos de medicina de vários países, incluindo do país, da Polónia, Espanha, Itália, Roménia, República Checa, Hungria, Brasil e Argentina.

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