Secretário-geral do JPP reage a Rafael Macedo e garante que o partido “não cede a pressões”

09 Ago 2018 / 15:47 H.

Élvio Sousa reagiu à entrevista de Rafael Macedo ao DIÁRIO, em que o ex-militante do JPP tece duras críticas ao partido e aos seus dirigentes.

“Rafael Macedo, ex-militante do JPP, desfiliou-se em Junho de 2018, a seu pedido, e por manifesta discordância de cargos internos do JPP. este momento, o próprio não representa nenhum cargo político ou interno, no JPP”, começa por recordar o secretário-geral do partido.

A entrevista, segundo Élvio Sousa, revela uma atitude de “reacção de saída de um projecto político, de frustração das ambições, bem demonstrativa de que quem procurou, desde o início, um cargo de destaque e de alcance imediato foi o ex-militante, Rafael Macedo”.

O dirigente do Juntos Pelo Povo deixa bem claro que no projecto do partido serão “os princípios defendidos pelos fundadores do movimento a delinear o presente e o futuro, e não os recém-chegados”. O JPP, sublinha, não cederá a “pressões vindas de forças externas, sobretudo quando são conhecidas as influências socialistas e sociais- democratas para atingir o projecto do JPP”. E dá como exemplo os casos do Caniço e, agora, da Ribeira Brava.

“Serão os militantes fundadores do JPP a definir as linhas de actuação política, pois integram os órgãos sociais estatutariamente legitimados, e não grupos de pressão da saúde, economia ou finanças, como já é hábito nos partidos tradicionais, e por isso é que reitero total confiança no grupo parlamentar do JPP que está a incomodar os interesses instalados”, afirma.

Élvio Sousa faz questão de deixar uma referência especial à deputada Patrícia Spínola, visada nas críticas de Rafael Macedo que lidera a comissão política do Funchal.

“A curta tradição do JPP demonstra que por luta de cargos, há sempre gente a sair do JP”. O caso em apreço é bem elucidativo e é uma boa oportunidade para afirmar que todos aqueles que têm vindo a se aproximar do JPP por interesse ou por ambição são os primeiros a dar um passo atrás, pois o trajecto é feito pelo mérito, e não pela profissão”, afirma.

O secretário-geral do JPP devolve as críticas a Macedo que acusa o partido de não aproveitar o facto de ser médico de profissão e se ter oferecido para liderar as questões da saúde. “Os médicos já nasceram ensinados, ou também foram ensinados pelos professores”, pergunta, numa referência indirecta a Patrícia Spínola, professora do ensino básico.

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