Sara Cerdas esclarece que não quis provocar alarmismo quanto ao coronavírus

19 Fev 2020 / 22:32 H.

A eurodeputada Sara Cerdas esclareceu, ao início desta noite de quarta-feira, as declarações proferidas a propósito dos hipotéticos casos de coronavírus, na Madeira, um tema que veio à baila esta semana, no debate parlamentar decorrido na Assembleia Legislativa, quando o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, disse que “houve duas ou três situações”, na ilha, relacionadas com pessoas provenientes do continente asiático, nomeadamente uma da Tailândia e duas da China que suspeitavam elas próprias terem contraído o vírus, mas que nem chegaram a ser dados como casos suspeitos pelo SESARAM.

Ora, a socialista esclareceu ao DIÁRIO, após as palavras difundidas a diversos meios de comunicação social, em Bruxelas, que não quis provocar alarmismo quanto a esta situação, deixando ainda a ressalva de que não existem, até à data, casos suspeitos de coronavírus na Madeira, dado que estes teriam de possuir um vínculo epidemiológico.

De referir que a também médica, que é presidente do Grupo de Trabalho da Saúde no Parlamento Europeu, tem trabalhado na estratégia e plano de contingência no velho continente.

Estas foram as declarações de Sara Cerdas:

“Tive a felicidade de trabalhar na Direcção-Geral de Saúde quando estava em Portugal e até trabalhei no Centro de Emergência de Saúde Pública, portanto, no epicentro da gestão de surtos desta dimensão. Temos um plano articulado e, quando temos, estou a falar em Portugal, pois já estive em conversações com o próprio secretário de estado da Saúde para essas matérias e não só, um plano articulado entre o Ministério da Saúde, com as suas administrações regionais de Saúde, o SESARAM e o Serviço Regional de Saúde dos Açores, DGS, Instituto Ricardo Jorge – para as análises laboratoriais -, e com o INEM. Até agora, em Portugal os casos suspeitos se têm revelado negativos, mas está a tomar todas as medidas necessárias para prevenir esse surto. Da parte da Madeira sei que têm existido algumas formações para os profissionais e também tem existido uma acção no sentido de dar resposta a este surto, em termos de preparação. Vi ontem [terça-feira], no debate na Assembleia da Madeira, que acompanhamos aqui quando há tempo, que existiu dois ou três casos suspeitos de coronavírus, mas que nada foi divulgado. É importante perceber que tipo de casos eram e se tinham algum tipo de vínculo epidemiológico importante e estas questões têm de ser disseminadas pelas autoridades competentes, não é? A Madeira, o SESARAM tem a autoridade de saúde regional, mas tem sempre de reportar à autoridade de saúde nacional, neste caso na pessoa da Dra. Graça Freitas, a directora geral da Saúde. Eu não sei se houve comunicação, mas se não houve é grave”.