“Santa Cruz sofreu três troikas quando este executivo entrou em funções na Câmara Municipal”, diz Filipe Sousa

29 Ago 2018 / 11:26 H.

Filipe Sousa, presidente da autarquia de Santa Cruz, reagiu às declarações do presidente do CDS/PP, dizendo que “o senhor Barreto do CDS veio a público defender que a Câmara Municipal de Santa Cruz devia reduzir a carga fiscal aos munícipes, exercitando uma particular falha de memória e alguma, para não dizer muita, desonestidade política”.

“Ora o que o senhor Barreto chama de ‘carga fiscal’ são 82 cêntimos mensais por família que a autarquia de Santa Cruz cobra por forma a dar melhores condições aos Bombeiros Municipais e, paralelamente, maior segurança à sua população.

O senhor Barreto devia pensar duas vezes quando fala em ‘carga fiscal’, já que o partido que lidera, o CDS, fez parte de um Governo Nacional que foi campeão de aumento de impostos, diminuição de salários e corte de pensões”, disse numa nota de imprensa enviada à redacção.

Ou seja, acrescentou Filipe Sousa, “graças ao partido do senhor Barreto, Santa Cruz sofreu três troikas quando este executivo entrou em funções na Câmara Municipal de Santa Cruz. Uma nacional, patrocinada pelo partido do senhor Barreto; uma regional, patrocinada pelo partido amigo do partido do senhor Barreto, o PSD e, finalmente, uma troika municipal, também patrocinada pelo tal partido amigo do partido do senhor Barreto”.

“Apesar de tudo, a câmara que o senhor Barreto acusa de ‘carga fiscal’ manteve os impostos no mínimo, nomeadamente o IMI, quando o partido amigo do seu partido tinha assinado um PAEL que catapultava os impostos para o seu teto máximo.

Mas, nessa altura, não vimos ninguém do CDS vir pedir uma diminuição dessa verdadeira carga fiscal”, referiu, acrescentando que “agora, sim, confundem, desonestamente, impostos com taxas, só para enganar o povo, como aliás é prática deste CDS, em que os seus actuais líderes se esqueceram ou querem fazer esquecer o que o seu partido, conluiado com o amigo PSD, fizeram a este país e a esta região em termos de aumento de impostos e corte de rendimentos”.

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