Santa Cruz diz que “é muito mais aquilo que a ARM nos deve do que aquilo que devemos à ARM”

17 Mai 2018 / 16:34 H.

A propósito da notícia hoje divulgada pelo DIÁRIO sobre as dívidas dos municípios à ARM - Águas e Resíduos da Madeira, com o título ‘Funchal e Santa Cruz com peso de 91% das dívidas à ARM’, a Câmara de Santa Cruz enviou um comunicado onde esclarece que “não se sente incluída no rótulo de caloteira onde a notícia a coloca”, por entender que tal circunstância “decorre do facto de haver dois acordos de pagamento com a ARM”, que estão a ser “integralmente cumprido por esta autarquia”.

De acordo com a autarquia santacruzense, o que está em tribunal são “valores fora deste acordo” que o município contesta por considerá-los “injustos” e “claramente lesivos da boa gestão pública pela qual devemos sempre pugnar”.

Recorda que “é muito mais aquilo que a ARM nos deve do que aquilo que devemos à ARM”, estando em causa “os direitos de passagem num valor de um milhão e setecentos mil euros, e seis milhões e setecentos e um euros da taxa fixa de resíduos, que este Município se encontra a contestar em tribunal”.

A autarquia de Santa Cruz diz que faz questão de honrar os compromissos junto dos credores e quer pagar o que deve, mas quer, acima de tudo, “pagar o que é justo e justificável, porque admitimos pagar por serviços, mas não admitimos ser financiadores de empresas públicas”, lamentando que a ARM “deite mão ao expediente da execução, agora junto à Câmara do Funchal, mas que já havia praticado contra a Câmara Municipal de Santa Cruz, num ‘modus operandi’ que nunca usou quando os valores em dívida eram muito superiores e quando os autarcas desses mesmos municípios eram do PSD”. Uma atitude que, segundo a autarquia de Santa Cruz, “deixa transparecer que a gestão da ARM é mais política do que financeira, o que é ilegítimo numa empresa pública”.

Leia a notícia publicada hoje na edição impressa do DIÁRIO.