Rui Barreto considera que “administrador da TAP [...] mostra clara preferência pelos Açores em detrimento da Madeira”

08 Set 2018 / 16:35 H.

Numa nota de imprensa enviada à redacção, o presidente da Comissão Política Regional do CDS, Rui Barreto, diz que a entrevista do administrador da TAP, Antonoaldo Neves, deixou algumas evidências, que não podem deixar de merecer uma forte oposição política do CDS Madeira.

“Em primeiro lugar, o administrador da TAP, empresa que é, recorde-se, 50% detida pelo Estado Português, mostra clara preferência pelos Açores em detrimento da Madeira, parecendo cumprir a cartilha do Governo PS, que continua a tratar mal os madeirenses para tentar implementar, nesta Região, um projecto político mais do agrado do primeiro-ministro, António Costa”, aponta.

Além disso, refere que “esta posição não pode deixar de merecer a mais veemente condenação do CDS, que lembra ao administrador da TAP que não existem portugueses de primeira e de segunda. Existem portugueses e alguns, vivem na Região Autónoma da Madeira, merecendo o mesmo respeito e consideração daqueles que habitam os Açores ou o território continental”.

“Em segundo lugar, Antonoaldo Neves classifica como “módicos” os preços cobrados pela transportadora, nas viagens entre a Madeira e o continente português. Esta afirmação levanta, no CDS Madeira, uma enorme perplexidade e uma preocupação: o administrador da TAP não parece estar disponível para rever a política de preços praticados e que vem contribuindo para asfixiar a economia regional, tendo implicações directas na quebra do turismo e tornando muito mais complexa a garantia de cumprimento do princípio constitucional da continuidade territorial”, acrescenta.

Rui Barreto diz ainda que “a postura do administrador da TAP, a este respeito, é absolutamente inadmissível, merecendo um firme protesto quer do Governo Regional, quer do ministro da tutela, quer do administrador não executivo da transportadora, Bernardo Trindade, que também ocupa funções de relevo no PS-M. Se nenhum deles agir, o CDS fa-lo-á, através da apresentação de um voto de protesto na Assembleia Legislativa da Madeira”.

“O CDS Madeira termina voltando a pedir acção, quer ao Governo da República, quer ao Governo da Região. É fundamental rever o subsídio de mobilidade, em benefício dos madeirenses e de forma a impedir a arbitrariedade da transportadora aérea nacional”, refere, concluindo que “é ainda da máxima urgência que o Terreiro do Paço comece a tratar a Madeira com o respeito que os Madeirenses merecem, não trocando os seus deveres constitucionais pela tentativa de imposição de um projecto político, qualquer que seja ele”.