Quebra de 20% nas constituições de novas empresas na Madeira em Janeiro de 2020

Dados da Informa D&B mostram ainda que os encerramentos e as insolvências também diminuíram

13 Fev 2020 / 17:00 H.

Das 5.174 novas empresas criadas em Portugal no mês de Janeiro de 2020, 2,2% destas foram constituídas na Região Autónoma da Madeira, totalizando 113 no primeiro mês do ano. Na análise feita pelo DIÁRIO tendo por base os dados da consultora Informa D&B, comparativamente a Janeiro de 2019, enquanto no país o recuo de novas empresas foi de -21% (muito porque há um ano, com 6.630 novas empresas, tinha sido o mês com mais nascimentos nos últimos 10 anos), na Madeira a quebra é ligeiramente inferior, -20,4% face aos 142 anteriores.

Já agora, na Madeira, o melhor Janeiro nos anos mais recentes foi o de 2018, com 145 nascimentos, sendo certo que nos últimos 12 meses (Fevereiro de 2019 a Janeiro de 2020) foi precisamente no último que se registaram mais nascimentos de empresas na Região, totalizando neste período 1.063 novas empresas contra 1.085 nos 12 meses anteriores (Fevereiro 2018 a Janeiro de 2019), operando-se assim uma quebra de -2,0%.

No que toca aos encerramentos de empresas, foram 47 no mês passado, contra 53 há um ano, o que dá uma diminuição percentual de 11,3%, mas comparado com o total nacional de 1.056 encerramentos agora e 1.859 em Janeiro de 2019, dá uma quebra muito mais acentuada (-43,2%), ainda que aqui o peso dos encerramentos de actividade empresarial na Madeira face ao total nacional seja superior (4,5%, ou o dobro do peso das constituições). O melhor mês (com menos encerramentos) de Janeiro em 8 anos ocorreu em 2017 (33) e o pior foi em 2013 (77).

Na prática, em média, por cada 2,4 empresas que nasceram na Madeira em Janeiro de 2020, encerrou uma empresa, o que significará que a tendência ainda é positiva (o contrário seria preocupante), demostrando também confiança e dinâmica empresariais para investir. Contudo, a média nacional é de 4,9 constituições por cada encerramento, ou seja o dobro da média regional.

Por fim, as insolvências, que também desempenham um papel neste ‘triângulo’ para avaliar a dinâmica empresarial a dado momento, diminuíram 50%, mas porque eram 4 em Janeiro de há um ano e agora só ocorreram 2. Isto num cenário em que no país houve um aumento para 217 processos de insolvência em curso, mais 18,3% do que no primeiro mês de 2019 (183). Refira-se que em Janeiro de 2013, tinham dado entrada nos tribunais da Madeira um total de 17 pedidos de insolvência, o máximo nesses oito anos.

Estes dados são recolhidos pela InformaD&B, através do Portal de Justiça, e abrangem um tecido empresarial de 513.649 empresas do universo português, sendo que da Madeira contam-se 11.436 (2,2% do total).

“De acordo com o Barómetro da Informa D&B, esta quebra acentuada no nascimento de empresas é transversal a todos os sectores de actividade, com excepção dos Transportes, onde nasceram mais 17,3% de empresas que em Janeiro de 2019”, analisa, dados esses que não são disponibilizados por regiões, conforme o DIÁRIO procurou analisar.

Outra nota importante é que são consideradas as “entidades com processos de insolvência iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça. O Barómetro Informa D&B considera os processos de insolvência de pessoas colectivas. Este Barómetro não analisa os processos de insolvência de empresários em nome individual, de profissionais liberais, ou de particulares”, esclarece. O que significa que há uma franja do tecido económico que ainda não é tido neste estudo.

Outra nota, desta feita final: “O universo considerado engloba a informação relativa às empresas e outras organizações com sede em Portugal, sob as formas jurídicas de sociedades anónimas, sociedades por quotas, sociedades unipessoais, entidades púbicas, associações, cooperativas e outras sociedades (os empresários em nome individual não fazem parte deste universo de estudo).” Ou seja, não são somente empresas no sentido comercial do termo que são incluídas.