PSD-Porto Moniz estranha ausência do TdC na Câmara

Dirigente do PSD local estranha silêncio, por isso pede uma fiscalização aos procedimentos

19 Nov 2018 / 17:03 H.

A concelhia social-democrata do Porto Moniz “estranha que nos últimos seis anos não tivesse existido qualquer auditoria do Tribunal de Contas” (TdC) à gestão socialista na Câmara Municipal. Nélio Rodrigues, presidente da estrutura partidária política local, diz que “iria gostar muito” que o juiz competente decidisse fiscalizar os actos da maioria do PS, “a exemplo do que era feito quando o município era liderado PSD”, observa.

Num tom irónico o social-democrata adianta não ter “provas de que existam procedimentos irregulares” para ter tamanha atitude, no entanto entende ser altura para que o TdC desencadeie uma auditoria para aferir se tudo está em conformidade. “Se calhar, não sei, poderia encontrar algumas surpresas”, reage.

Revela ser legítimo que pense assim, uma vez que a bancada social-democrata tem solicitado formalmente à Câmara e na Assembleia “explicações sobre diversos actos, sucessivamente ignorados, diga-se pelo presidente”.

Por isso, acredita que “seria a hora certa para alguém, nomeadamente o TdC verificasse, por exemplo, aquilo que pedimos, já que não temos respostas nem da Câmara nem do presidente”, declara, mostrando os documentos que remeteu a pedir justificações às dúvidas dos social-democratas.

Rodrigues lembra que o PSD-M quer “saber a razão de sistematicamente haver contratos com uma empresa de publicidade ou de serviços prestados por uma assessoria jurídica”, acrescenta. “As nossas questões são ignoradas. Será que é pelo facto de, nessas duas empresas, os filhos do presidente terem ligações às mesmas?”, questiona o social-democrata que já chegou a ser eleito vereador socialista quando Gabriel Farinha era presidente do município.

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