PSD lamenta “aproveitamento político” do PS sobre a polémica em torno da medicina nuclear do SESARAM

20 Fev 2019 / 16:52 H.

Através de um comunicado de imprensa, assinado por José Prada, o PSD/Madeira “lamenta o aproveitamento político a que, mais uma vez, se assiste, numa situação a esclarecer nos locais próprios e pelas entidades competentes e, não, por aqueles que têm vindo a denegrir, de forma compulsiva e continuada, a saúde regional, apenas e só em nome do interesse partidário e da usurpação do poder”. Em causa está a reportagem da TVI sobre a medicina nuclear do SESARAM e a posição do PS-M que hoje, em conferência de imprensa, pediu demissão do secretário da Saúde e dos elementos do conselho de administração do SESARAM.

“O interesse partidário do PS-Madeira – sempre superior ao interesse público – ficou mais uma vez expresso nas declarações hoje proferidas e centradas nas demissões que defendem e, não, como seria de esperar, na defesa dos interesses dos utentes ou na apresentação de quaisquer soluções”, aponta.

O mesmo comunicado refere que “ao contrário dos socialistas – que encontram, neste caso, uma tentativa de falhada de camuflar as cativações, as falhas recorrentes, a quebra de 14% ao nível do investimento da República no SNS, face a 2015 e o estado deplorável em que se encontra a saúde, a nível nacional – o PSD/Madeira não se demite nem foge às suas responsabilidades”.

“Aliás, mais importante do que a vitimização habitual deste Partido – que nada acrescenta nem nada resolve – importa precisamente apurar as responsabilidades e assegurar que a verdade venha ao de cima, a bem do serviço regional de saúde, dos seus utentes e de todos os seus profissionais. E, neste enquadramento, esclarece-se que a investigação será global e transversal a todos os envolvidos, dentro e fora da instituição, ao contrário do que demagogicamente foi veiculado por este Partido”, acrescenta.

Diz ainda que “o PSD/Madeira é, aliás, o principal interessado no apuramento da verdade e, não tendo nada a temer, já requereu através do seu Grupo Parlamentar, a constituição de uma Comissão de Inquérito Parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira”.

“Tratando-se de uma parceria que remonta ao ano de 2009 e que, conforme explicado esta manhã, foi assumida, na altura, enquanto solução a uma necessidade para a qual o SESARAM não tinha capacidade de resposta, entende-se – face aos 116.438 tratamentos que foram prestados a 4.558 doentes oncológicos, neste período – que esta resposta foi positiva, eficaz e, inclusive, a mais barata”, realça.

Diz também que “acresce sublinhar que esta parceria público-privada, regulamentada e devidamente tabelada nos seus preços, deriva da necessidade do SESARAM encontrar, no privado, as respostas inexistentes no serviço público, colocando, acima de qualquer outro interesse, as necessidades dos utentes, numa prática recorrente a nível nacional”.

“Aliás, o Serviço Nacional de Saúde – exemplar apenas aos olhos do Partido Socialista – aumentou, entre 2015 e 2017, o recurso ao sector privado e as verbas então despendidas, sem que tal tenha sido alguma vez questionado, sendo de referir, entre outros exemplos e de acordo com o Relatório de Acesso aos Cuidados de Saúde do SNS – 2017, os crescimentos nos Vales cirurgias (+12,2%) e na actividade cirúrgica (+15%)”, rematou.

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