PSD exige a Lisboa concurso “imediato” para resolver voos do Porto Santo

12 Ago 2018 / 21:36 H.

O PSD-Madeira reivindicou, esta tarde, através de comunicado, ao Governo da República o lançamento de um concurso público para as ligações aéreas para o Porto Santo de modo a resolver o problema do cancelamento de voos pela Binter nos últimos dias. “O PSD/Madeira exige que a República resolva de imediato este problema que afecta todos os madeirenses, e em especial os porto-santenses e a economia do Porto Santo. Ontem, já era tarde”, lê-se na nota assinada pelo secretário-geral Rui Abreu.

O comunicado descreve que há dois anos o Governo Regional pediu ao Governo de António Costa para que agilizasse a abertura de um concurso público para a ligação aérea inter-ilhas. “A geringonça primeiro empurrou com a barriga, e começou tarde e mal a trabalhar num dossier de grande importância para a Região”, adianta a mesma nota, com o PSD a acusar “as esquerdas radicais em Lisboa, perante a cumplicidade dos socialistas e comunistas locais”, de estarem a fazer um “ataque vil e feroz” à Madeira e ao Porto Santo.

O mesmo partido constata que “a ligação aérea entre as ilhas da Madeira e Porto Santo está neste momento cortada” pela “companhia aérea Binter, a quem o Governo da República entregou as ligações áreas” entre as duas ilhas, já “esta semana mais de metade dos voos previstos não se realizaram” e hoje foram cancelados todos os quatro voos programados. A este problema junta-se a “criminosa vergonha que constitui a forma como a TAP trata a Madeira, cancelando voos e praticando preços escandalosos para a Região, enquanto vende a preços irrisórios destinos turísticos concorrentes”.

Perante estas situações, o PSD entende que “o Governo da República, com o conluio do PS local, limita-se a dizer que está a acompanhar a situação, em vez de exigir à companhia que cumpra com as suas responsabilidades”. É, segundo concluem os sociais-democratas, uma prova de que “os socialistas continuam a utilizar o Estado como instrumento político na tentativa de condicionar e limitar o trabalho do Governo Regional da Madeira, não se preocupando que sejam os madeirenses e os porto-santenses as únicas vítimas deste ataque cobarde de Lisboa”.

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