PSD diz que saúde e segurança no trabalho “não são prioridades” para a CMF

13 Fev 2020 / 16:39 H.

Na sequência da reunião semanal de Câmara desta quinta-feira, 13 de Fevereiro, o PSD criticou o facto do executivo municipal não ter dado ainda seguimento à atribuição de um subsídio de risco ao pessoal da recolha e manuseamento de resíduos, uma iniciativa social-democrata aprovada há dois anos.

“Não entendemos como é que este assunto - que deveria ser uma preocupação do executivo municipal, porque directamente relacionado com os seus funcionários - continua em cima da mesa, há dois anos, por resolver e muito menos é aceitável que, estando ao seu alcance, esta medida não tenha sido assegurada, até hoje”, afirmou Paula Menezes.

“Insistimos nesta matéria porque defendemos a criação de melhores condições de trabalho a estes profissionais, porque reconhecemos a penosidade e os riscos a que estão diariamente expostos, no desempenho das suas funções e porque estamos a falar de direitos consagrados na lei que deveriam ser atendidos e, não, ignorados”, explicou a vereadora, lamentando que “a saúde e a segurança no trabalho não sejam uma prioridade para a Câmara Municipal do Funchal”.

Os social-democratas garantem “haver verbas para assegurar a atribuição deste ou de outro qualquer suplemento aos trabalhadores, numa autarquia em que, ano após ano, se somam milhões de euros de lucro”.

“Estamos a falar de um montante que rondará cerca de dois euros por dia, por funcionário, ou seja, não é certamente um valor impeditivo nem é sequer isto que está em questão mas, sim, os princípios que norteiam o actual executivo socialista”, argumenta Paula Menezes, reforçando que a inacção da autarquia nesta matéria comprova, apenas, que, ”apesar de ter condições para tal, quem gere o município não faz tudo o que poderia fazer para valorizar e compensar os seus próprios trabalhadores nem muito menos para dignificar as suas carreiras”.