PS quer modelo de gestão para os trilhos de BTT na Região

22 Out 2018 / 12:53 H.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista anunciou, hoje, que vai dar entrada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira a um projecto de decreto legislativo que visa estabelecer um modelo de gestão para os percursos de BTT homologados na Região.

Esta manhã, em conferência de imprensa, a deputada Sofia Canha salientou que “as ilhas da Madeira e do Porto Santo têm características por todos reconhecidas para a prática de uma diversidade de actividades de lazer e desportivas ligadas à natureza, uma das quais é o BTT, que tem crescido de forma exponencial, ajudando a diversificar a oferta turística, trazendo muitos turistas e, ao mesmo tempo, promovendo a Região”.

A parlamentar lembrou que, a 21 de Março deste ano, o PS deu entrada a um projecto de resolução que recomendava ao Governo Regional a elaboração de um plano para os trilhos de BTT, as verbas para a manutenção desses trilhos e que se previsse formas de sustentabilidade económica dos mesmos, ao mesmo tempo que se procedia à homologação dos existentes.

Esta recomendação foi chumbada no Parlamento, com o argumento de que tudo isso já estava a ser cumprido e que os percursos existentes – sete – já estavam homologados. Sofia Canha diz que argumento é falso e que “não há nenhum percurso de BTT da Região que esteja homologado”.

Segundo a deputada, nesse mesmo mês, o Governo Regional anunciou que haveria um aumento de 45% da oferta de trilhos para bicicletas de montanha e que pretendia investir dois milhões de euros nos trilhos de BTT e percursos pedestres existentes.

No entanto, Sofia Canha vincou que não basta reconhecer a importância económica. “Torna-se necessário estabelecer e definir o modelo de gestão que se pretende para a Região”, apontou, defendendo um sistema de sinalética devidamente homologado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, orientação e informação dos visitantes utentes e identificação de aspectos ligados à segurança dos utilizadores dos trilhos, a par de elementos de interesse colectivo relativos à manutenção do equilíbrio ecológico, por forma a «manter uma utilização equilibrada, promotora e dinamizadora deste destino turístico que é a RAM, sem comprometer o seu usufruto pelas gerações futuras”.