“Privatização da saúde significa que quem não tem dinheiro fica sem cuidados”

A afirmação é de Paulino Ascenção, numa iniciativa política do BE promovida hoje no Bairro da Nazará

19 Jan 2019 / 16:12 H.

Numa iniciativa política promovida, este sábado (19 de Janeiro), o Bloco de Esquerda (BE) sensibilizou a população do Bairro da Nazaré para “a importância dos serviços públicos de saúde de acesso universal e gratuitos para toda a gente”.

“Numa altura em que está prestes a abrir um hospital privado e que tem recrutado profissionais no serviço público é pertinente este alerta, porque o privado é só para quem pode pagar. Não estamos contra os negócios nem contra os investimentos privados, estamos contra as políticas negligentes que deixam degradar o serviço público e favorecem os interesses privados”, sublinhou o coordenador do Bloco de Esquerda, Paulino Ascenção.

O bloquista passou a enumerar algumas das situações que contribuem para a “degradação do serviço público de saúde”, que a seu ver “acontece para dar a oportunidade aos privados de entrarem no ‘negócio’”. São exemplos: “a falta de profissionais de saúde (enfermeiros, assistentes operacionais, médicos e outros técnicos de saúde); a falta de manutenção das instalações e dos equipamentos; a falta de médicos de família; o encaminhamento para os privados de consultas, exames de diagnóstico e intervenções cirúrgicas; a recusa em atender às reivindicações justas dos profissionais de saúde em dignificar o seu trabalho e carreiras profissionais; as listas de espera”.

“A lógica do lucro do sector privado na saúde é perversa, o que rende para o negócio não é resolver os problemas dos pacientes, mas ter clientes frequentes. Estamos a caminhar para um sistema público rebentado só para os pobres e um sistema privado com maior qualidade, mas só para quem pode pagar. A privatização da saúde significa que quem não tem dinheiro fica sem cuidados”, acrescentou Paulino Ascenção.