PCP preocupado com destruição de postos de trabalho devido às insolvências

09 Abr 2020 / 12:46 H.

O PCP está preocupado com os pedidos de insolvência de várias empresas que, a pretexto da actual conjuntura de contingência da actividade económica, devido ao combate à pandemia da Covid-19, vai “destruir milhares de postos de trabalho e negar direitos aos trabalhadores que são as principais vítimas da insolvência das empresas”.

E dá como exemplo a empresa Feira dos Tecidos que tem mais de 120 trabalhadores em todo o País, 18 espaços comerciais, sendo um deles na Madeira, que emprega 10 trabalhadores da Região, que já declarou insolvência. “Estamos a falar de uma empresa que representa apenas a ‘ponta do icebergue’ do problema que está criado com a insolvência de empresas”, refere Edgar Silva, Coordenador Regional do PCP, salientando que este exemplo é “um retrato” do que está a acontecer com “tantas outras empresas” do sector do comércio.

“A destruição dos postos de trabalho é, sem dúvida, o aspeto mais negativo da insolvência das empresas, mas é também necessário que outros direitos destes trabalhadores sejam garantidos”, alerta, referindo que com o actual estado de emergência, “não podemos permitir que os trabalhadores fiquem penalizados nos seus direitos” que permanecem iguais ao período em que não existiam contingências nem estado de emergência, alertando para o facto de os direitos dos trabalhadores não terem sido suprimidos.

“Não é, portanto, aceitável que numa situação destas existam aproveitamentos indevidos por parte das entidades patronais para negar direitos presentes e futuros aos trabalhadores”, adverte, garantindo que o PCP vai questionar o Governo Regional, através do seu Deputado no Parlamento Regional, sobre as medidas que estão a ser tomadas para garantir que os direitos dos trabalhadores, em particular das vítimas de insolvência, sejam salvaguardados.