“O digital, o tecnológico e a Internet trouxeram-nos imensa coisa positiva”

Surgiram várias questões no debate final da segunda edição da ‘Conferência Inovação e Futuro’, dedicada à temática da ‘Revolução Digital’

23 Out 2018 / 17:29 H.

A segunda edição da ‘Conferência Inovação e Futuro’, dedicada à temática da ‘Revolução Digital’, chegou ao fim no Centro de Congressos da Madeira, depois de uma terça-feira intensa de troca de ideias, não sem antes ter acontecido o debate final que encerrou o evento.

Da plateia surgiram várias questões como a influência da tecnologia na auto-medicação e o perigo desta na medicina, ou seja, a dúvida sobre se pode colocar em risco a autonomia e a responsabilização dos profissionais.

Na resposta, Joana Santos Silva, coordenadora de vários programas na Universidade Católica de Lisboa em áreas digitais, mas também em gestão, marketing e saúde, explicou que “a indústria farmacêutica está muito atrasada em relação às tecnologias” e que estas “ não vão substituir as equipas clínicas” ou seja, “não se sobrepõem ao médico ou enfermeiro”.

No público, António Fontes, advogado, colocou dúvidas: “Tudo isto tem benefícios e malefícios, diria graves, com o risco de ninguém saber qual será o limite”. E daí, a questão: “É possível a mão humana travar este avanço tecnológico eliminando a Internet?”.

Joana Santos Silva foi directa: “Acho que não”, reforçando que “o digital, o tecnológico e a Internet trouxeram-nos imensa coisa positiva”, além da capacidade de comunicar.

Já Luís Miguel Silva, presidente da Ericsson Portugal, concluiu: “Parar o que existe hoje em dia é impossível”.

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