Número de balcões dos bancos e relacionados diminuiu 41,7% desde 2010

Em 2018 existiam apenas 106 estabelecimentos na Madeira contra 182 em 2009, mas a actividade hoje rende mais dinheiro

20 Fev 2020 / 15:19 H.

Segundo a informação apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2018, a outra intermediação monetária (OIM), constituída por estabelecimentos de bancos, caixas económicas e caixa de crédito agrícola, mantinha em actividade 106 estabelecimentos na Região Autónoma da Madeira (RAM), sendo que face a 2017 registou-se um decréscimo de 12 estabelecimentos, mas face ao máximo atingido, em termos históricos mais recentes (desde 1997), foi em 2009, com 182 estabelecimentos, resultando neste período uma diminuição de 41,7%.

No ano em referência, mais de metade (51,9%) dos 106 estabelecimentos de bancos, caixas económicas e caixa de crédito agrícola na RAM estavam concentrados no município do Funchal (55 estabelecimentos), surgindo Calheta e Santa Cruz em segundo lugar com 8 estabelecimentos cada. O número de estabelecimentos de OIM por 10.000 habitantes, na RAM, em 2018, era de 4,2, valor inferior em 0,4 p.p. ao verificado para o país. O Porto Moniz e o Porto Santo apresentavam os rácios mais elevados (8,5 e 7,7, respectivamente), surgindo no polo oposto, Santa Cruz e Câmara de Lobos, penalizados pela sua proximidade ao Funchal, com 1,8 e 2,1 estabelecimentos por 10.000 habitantes, respectivamente. Em 2009, este rácio era de 6,8 por dez mil habitantes.

A aplicação do tratamento de segredo estatístico por parte do INE inviabiliza a divulgação dos números do pessoal ao serviço para três municípios da RAM e para o total da Região no que se refere a 2018. Contudo, a informação disponível para os restantes oito municípios mostra que em todos houve redução do pessoal ao serviço, o que poderá indiciar que 2018 terá também contribuído para o mais baixo número de bancários e relacionados superando negativamente, do ponto de vista dos recursos humanos do sector, o ano de 2017 com 653.

Os custos com pessoal seguem a mesma tendência, com a excepção da Ponta do Sol onde esta variável cresceu ligeiramente (+1,0%), não havendo por isso dados totais de 2018, recorre-se ao de 2017, que atingiu os 25,580 milhões de euros, valores só superiores aos anos 2002, 2001 e 2000.

Mais em juros e proveitos equiparados

Os juros e proveitos equiparados ascenderam aos 49,7 milhões de euros em 2018, +26,1% que em 2017, superando os dois anos anteriores, mas ainda longe dos resultados de anos anteriores, pois variam entre os 134,2 milhões em 2015 e os 1.790,4 milhões de euros em 2000.

Os juros e custos equiparados, naturalmente face aos cortes nos estabelecimentos e nos recursos humanos, resultaram no valor mais baixo (17 milhões de euros) desde o ano 2000 e que estão bem longe dos 1.644,4 milhões de euros do ano 2001.

Enquanto as comissões recebidas pelos estabelecimentos bancários localizados na Região atingiram quase 27,0 milhões de euros, tendo crescido 0,7% face ao ano precedente, mas bem inferior aos 125,6 milhões de euros do ano 2010.

Em 2018, os juros de depósitos de clientes também atingiram o nível mais baixo desde 1997, não ultrapassando os 10,7 milhões de euros, estando em perda de 2012, num segmento que já rendeu muito mais dinheiro (o máximo foi em 2010, com 722,2 milhões de euros.

Seguradoras sem muitas alterações

No que respeita à atividade seguradora, existiam 13 estabelecimentos em 2018, o mesmo número que em 2017, mas que em 2008 eram 22.

Quanto ao pessoal ao serviço, manteve-se a trajetória de redução, com apenas 45 trabalhadores a serem contabilizados em 2018, menos 5 que em 2017, sendo que os custos associados a este pessoal representaram cerca de 1,9 milhões de euros em 2018, traduzindo uma redução de 7,5% face ao ano precedente.

Os estabelecimentos de empresas de seguros localizados na Região emitiram em 2018, 49,9 milhões de euros de prémios brutos, valor inferior em -26,7% comparativamente ao ano precedente, mas em linha com o observado no período 2011-2016.