NRP Tejo larga amanhã rumo à Madeira para primeira missão

Lisboa /
26 Dez 2016 / 16:40 H.

A Marinha assinala terça-feira a largada do NRP Tejo, o primeiro dos quatro patrulheiros comprados à Dinamarca, rumo à zona marítima da Madeira, onde cumprirá a sua primeira missão após ter sido modernizado nos estaleiros do Alfeite.

O NRP (Navio da República Portuguesa) Tejo é o primeiro dos quatro patrulhas de costa da classe Stanflex 300 comprados à Dinamarca em 2014 para substituir progressivamente os atuais navios patrulhas da classe Cacine, em serviço há mais de 40 anos.

O navio chegou a Portugal no dia 12 de maio de 2015, foi modernizado e equipado nos estaleiros do Arsenal do Alfeite e acrescentado ao efetivo dos navios da Marinha em maio passado, cumprindo a partir de terça-feira a sua primeira missão na zona marítima da Madeira, durante três meses.

Segundo um comunicado da Marinha, na cerimónia de terça-feira no Alfeite será entregue ao NRP Tejo o símbolo da Autoridade Marítima Nacional, entidade civil que utiliza as unidades navais da Marinha para o cumprimento das suas funções.

O NRP Tejo está destinado a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa e, após as intervenções de modernização de que foi alvo no Arsenal do Alfeite, apto para funções de segurança, para exercer a autoridade do Estado no mar e guarnecer o dispositivo naval padrão da Marinha, segundo o comunicado.

O reforço da capacidade de resposta a situações de busca e salvamento, contribuir para o esforço de fiscalização marítima e apoio aos órgãos de proteção civil regionais em situações de calamidade ou catástrofe naturais estão também entre as missões do NRP Tejo.

A compra dos quatro navios permitiu adiar o projeto das Lanchas de Fiscalização Costeira até estar concluído o “processo prioritário de construção dos restantes navios de patrulha oceânica” (NPO), segundo o despacho que autorizou a aquisição, assinado pelo anterior ministro da Defesa, Aguiar-Branco, em outubro de 2014.

Com baixos custos de manutenção do casco e dos equipamentos e sistemas de plataforma, os Stanflex 300 tem uma “vida útil residual de pelo menos dez anos”.

Na última entrevista antes de terminar o mandato, à Agência Lusa, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, Macieira Fragoso disse que o programa de modernização dos restantes três navios “está atrasado” porque “os fundos pensados e planeados têm vindo a ser libertados de forma mais lenta” do que o desejável.

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