Nova greve no Serviço Regional de Saúde prevê grandes constrangimentos

20 Jun 2018 / 20:40 H.

A estrutura regional do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) anunciou num comunicado dirigido à comunicação social que os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) irão realizar uma greve na próxima sexta-feira, dia 22 de Junho, com o objectivo de voltar à mesa das negociações com o Governo da República.

“Após a ultima greve, realizada nos dias 24 e 25 de Maio, da qual resultou uma reunião no dia 28 de Maio, o governo apenas propôs alterar o índice remuneratório em 2 escalões da base da tabela salarial. Apesar destas alterações, esta tabela remuneratória continua a ser discriminatória em relação a outras tabelas de carreiras com o mesmo grau de exigência habitacional e o mesmo grau de responsabilidade”, começa por referir a nota.

A delegação regional do STSS afirma ainda que “o Governo teima em propor uma transição para as novas carreiras, em que coloca 95% dos TSDT na base da carreira e os 5% restantes na categoria intermédia. Mais grave é que, à luz do já acordado entre a plataforma sindical e o governo, não existir possibilidade dos TSDT progredirem para o topo da carreira”.

“Grave é também o fato do sistema de avaliação de desempenho que o governo quer aplicar a estas carreiras, que são pluricategoriais, fazer perpetuar os TSDT nos primeiros escalões da base da nova carreira. Por negociar estão ainda matérias de extrema importância para a prestação de cuidados, como é o caso das competências e designações profissionais, Não resta, portanto, outra alternativa à plataforma sindical senão atender à vontade dos sócios e restantes TSDT e voltar à luta já na próxima sexta-feira”, esclarece.

“Na Região Autónoma da Madeira prevê-se uma grande adesão por parte destes profissionais de saúde, o que poderá resultar em constrangimentos para os utentes, nomeadamente ao nível dos exames como: nas análises clinicas, nos exames audiológicos e oftalmológicos, nos exames neurofisilógicos e cardiopneumológiocos, nos exames radiológiocos e de medicina nuclear. Também na área terapêutica prevê-se uma grande adesão por parte dos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala. Prevê-se uma grande adesão, ainda, na farmácia e na dietética”, informa o comunicado.

“Algumas cirurgias de rotina poderão estar comprometidas. No entanto, estes profissionais comprometem-se a assegurar integralmente os serviços mínimos. Também se prevê uma grande adesão dos TSDT que desempenham funções no IA-Saúde e na Secretaria Regional da Educação”.

“Os TSDT lamentam esta situação cuja responsabilidade deve ser imputada exclusivamente ao governo da republica. A teimosia do governo em não querer negociar não deixou outra alternativa a estes profissionais de saúde, que têm perfeita noção que todos ficam a perder, utentes, TSDT, Serviço Nacional de Saúde e Serviço Regional de Saúde”, conclui o sindicato.