Mais Porto Santo exige atenção do Governo Regional para questão do isolamento do Porto Santo

13 Dez 2018 / 12:29 H.

O Mais Porto Santo vem hoje recordar, através de um comunicado dirigido à imprensa, “que está para muito breve um novo isolamento do Porto Santo, por força da paragem do navio Lobo Marinho, para a habitual manutenção e revisão anual”.

“Neste momento, apenas sabemos que a última viagem entre ilhas vai realizar-se a 3 de Janeiro. Desconhecemos quando é que o ferry regressará ao activo, uma situação no mínimo inconcebível e bizarra, que justificava um outro tipo de atenção por parte do Governo Regional”, lamenta o vereador José António Castro, considerando que esta situação tem de ser resolvida definitivamente.

“Não temos nada contra o operador que detém a concessão da linha ferry, mas é todos os anos a mesma coisa, sem um navio de substituição, que permita salvaguardar a economia e o turismo do Porto Santo, através da mobilidade de passageiros. Se é verdade que os porto-santenses poderão neste hiato viajar de avião para a Madeira pelo preço de uma ligação marítima, para os madeirenses se deslocarem ao Porto Santo os preços são proibitivos, um verdadeiro atentado, uma vez que uma viagem de quinze minutos custa quase o dobro comparativamente com uma ligação Funchal/Lisboa. Ora, isto tem consequências graves para a nossa economia, para nós, porto-santenses, que vivemos um mês de Janeiro (e alguns dias de Fevereiro) isolados do Mundo”, expõe José António Castro.

“Este é um problema comum e, nesse sentido, desafiamos o executivo camarário e toda a oposição a juntarem-se a nós nesta luta, no sentido de reivindicarmos um direito que nos assiste, de forma unida, coerente e imparcial”, defende o líder do movimento de cidadãos independentes.

Para José António Castro a solução para este “eterno problema” está “dependente da vontade política de quem governa os destinos da Região”.

“Salvo casos excepcionais, mormente provocados pelo mau tempo, o serviço público tem de ser salvaguardado em qualquer circunstância e as ligações marítimas têm de se realizar durante todo o ano, porque é de vital importância para a economia do Porto Santo e esbate o isolamento”, reitera.

“O Governo Regional tem de assumir essa responsabilidade e avançar com decisões, porque o Porto Santo é também território da Região Autónoma da Madeira. Estamos conscientes de que existem custos estruturais e permanentes da dupla insularidade mas a sobrevivência da nossa frágil existência merece uma argumentação que tem de ir muito para além de um mero raciocínio financeiro”, conclui o vereador do Mais Porto Santo.

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