Madeira quer apoio da UE para transportes por ar e mar

Em audiência com o vice-presidente do Governo Regional, a representante da Comissão Europeia ouviu as aspirações da Região para o próximo quadro comunitário

26 Out 2018 / 13:28 H.

A Região Autónoma da Madeira mantém esperança que não seja penalizada pela saída do Reino Unido da União Europeia, nomeadamente pelas percentagens de comparticipação dos fundos comunitários (proposta de 85 para 70%), mas também propõe que seja aberta a possibilidade de programas que financiem os transportes aéreos e marítimos de e para a Região, tal como já houve no passado o programa.

As ideias e propostas de alteração para o período 2021-2027 foram transmitidas esta manhã à representante da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Colares Alves, em audiência com o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado.

Depois de ouvir as aspirações da Região para o próximo quadro comunitário, a responsável disse aos jornalistas que o período negocial continua a decorrer, sendo certo que todos estão cientes que o Brexit terá influências nos fundos a distribuir pelos 27 Estados-membro e as suas diferentes regiões.

No caso das regiões ultraperiféricas como a Madeira, a principal preocupação tem a ver com a taxa de comparticipação da UE aos projectos a que as empresas deverão candidatar-se e que, com esta proposta da Comissão Juncker, muito dificilmente as empresas poderão aceder, uma vez que teriam de ter 30% para o financiamento, nomeadamente por estarmos numa região insular e periférica.

No outro caso, pretende o Governo Regional promover novas rotas para a Madeira, sejam aéreas sejam marítimas, esperando que a UE incentivasse nos moldes do antigo regime denominado Marco Polo, que serviria para ajudar ao início das operações de transportes de e para a Região.

Sofia Colares Alves lembrou que, embora a “manta” comunitária esteja a ficar cada vez mais curta, há abertura para o diálogo e tudo dependerá do acordo entre os 27. Restam cerca de sete meses para as eleições europeias (Maio de 2019), altura em que é esperado já haver ‘fumo branco’.