Madeira investiu menos em Investigação e Desenvolvimento

Peso da Despesa em Investigação e Desenvolvimento no PIB da RAM foi de 0,31% em 2016, menos 5 p.p. do que em 2015 e 2015

23 Jan 2019 / 17:24 H.

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), referentes ao período 2003-2016, na Região Autónoma da Madeira (RAM) o peso da despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) no Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,31% em 2016.

O valor representa uma descida de 0,05 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2014 e 2015, anos em que este indicador se fixou em 0,36%. É de notar que o valor mais elevado registou-se em 2008 (0,38%).

Em comparação com as restantes regiões do país, verifica-se que a RAM, a Região Autónoma dos Açores (RAA) e o Algarve apresentam rácios relativamente próximos entre si, embora muito afastados da média nacional.

Em 2016, a despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) no PIB em Portugal foi de 1,28%, enquanto o Algarve apresentou uma percentagem de 0,35% e a RAA de 0,30%, inferior em 0,01 p.p. à da RAM. A Área Metropolitana de Lisboa (1,60%) e o Norte (1,36%) surgem como as regiões com melhor performance neste indicador.

A proporção de pessoal (equivalente a tempo integral) em I&D na população activa era, em 2016, de 3,1 em cada mil activos, representando o segundo valor mais elevado no período 2008-2016, depois do ano de 2008 (3,60‰). Por sua vez, o rácio para os investigadores fixou-se nos 0,22%, percentagem que é só superada pelo valor de 2008 (0,23%).

Em 2016, na RAM, foram contabilizadas 35 unidades de investigação, que empregavam 413 pessoas ao serviço (medidas em tempo integral), sendo que este indicador apresenta um crescimento sucessivo desde 2013.

Somente em 2008 foi observado um número de pessoal ao serviço em I&D superior (443,5). A maior parte destes efectivos concentravam-se, em 2016, no ensino superior (50,7%), seguindo-se as empresas (25,6%) e o Estado (22,6%), onde está incluída a também a Administração Pública Regional e a Administração Local.

Apenas em 2009, o Estado superou o Ensino Superior como principal sector em termos de pessoal ao serviço com actividades de I&D.

O valor da despesa em I&D rondou, em 2016, os 13,7 milhões de euros, -9,9% que no ano anterior, interrompendo deste modo o crescimento observado nos dois anos imediatamente anteriores.

O Ensino Superior liderou as actividades de I&D na RAM em 2016, também em termos de despesa executada, realizando 54,5% da despesa naquela vertente. A importância do Ensino Superior tem-se acentuado sucessivamente desde 2013, sendo em 2016, mais importante que as Empresas (22,5%) e o Estado (22,2%) agregadas.

No período 2013-2016, o Estado constituiu-se como a principal fonte de financiamento da despesa em I&D na RAM, concentrando cerca de dois terços (66,2%) do total em 2016, seguido das empresas com 22,6%. Em 2016, o financiamento do Estado ultrapassou os 9,0 milhões de euros, -1,8% que em 2015.

Quanto às áreas científicas ou tecnológicas onde foi realizada a despesa na RAM em I&D, entre 2011 e 2016, as ciências sociais e humanas destacaram-se face às outras áreas. Em 2016, a despesa realizada em I&D neste domínio situou-se nos 3,3 milhões de euros, surgindo as ciências de engenharia e tecnologia na segunda posição, com 2,1 milhões de euros, seguidas pelas ciências naturais com 1,7 milhões de euros.

No período 2014-2016, 61,7% das empresas da RAM apresentaram actividades de inovação, que corresponde ao valor mais alto registado desde o triénio 2004-2006.

Quanto à intensidade de inovação das empresas da Região - indicador que corresponde à percentagem da despesa total de inovação no volume de negócios das empresas que declararam despesas de inovação - a mesma foi de 1,4% no período 2014-2016, 0,1 p.p. acima do valor de 2012-2014 (1,3%).

De referir que a maior parte da informação desta nova série retrospectiva para a área de “Ciência e Tecnologia” na Região Autónoma da Madeira é proveniente da Direcção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência, que actua como entidade delegada do Instituto Nacional de Estatística para a produção de estatísticas nos domínios da Educação e da Ciência e Tecnologia.

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