Lisgarante elogiada pelo apoio à economia da Madeira

Desde 2008 na Região, a sociedade de garantia mútua, já ajudou a quase 302 milhões de investimento

10 Mai 2018 / 11:55 H.

Com sede em Lisboa e Agências Comerciais em Lisboa, Algarve e Madeira, a Lisgarante é uma das quatro Sociedades de Garantia Mútua em Portugal. Nestes 10 anos de actividade na Região Autónoma, já apoiou investimentos na ordem dos 301,7 milhões de euros, servindo de garantia com mais de 131 milhões de euros e até Fevereiro deste ano contribuindo para projectos de mais de 1.700 empresas e manutenção de quase 20 mil postos de trabalho.

São, grosso modo, estes números que marcam o Fórum ‘Conversas Mútuas 2018’, que se realiza esta manhã numa unidade hoteleira do Funchal sob o tema “Crescimento económico: o papel das regiões para a competitividade”. Neste evento, participam muitos empresários, entidades públicas e privadas, com destaque para a presença do Vice-presidente do Governo Regional da Madeira, Pedro Calado, bem como do presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE) da Madeira, Jorge Faria.

Neste contexto, o presidente da Comissão Executiva da Lisgarante, Nuno Cavaco Henriques, salientou aos jornalistas que “o objectivo deste tipo de seminários é aproximar as várias partes no sentido de conhecermos melhor a realidade económica da Região e conseguirmos, dessa forma, debater soluções que permitam apoiar as empresas e a sua actividade no contexto da sociedade de garantia mútua e do financiamento das empresas”. E acrescentou: “O papel da Lisgarante é sempre facilitar o acesso ao financiamento bancário, tendo em conta que o nosso capital social é composto pelas próprias empresas, pelo que o nosso objectivo principal é assegurar que as empresas tenham menores dificuldades, o que é normal, no acesso ao financiamento. Estamos cá desde 2008 com uma agência, através de um protocolo com o IDE, já apoiamos mais de 300 milhões de euros de financiamento a empresas regionais e perto de duas mil empresas.”

Por seu turno, o Vice-presidente do Governo salientou que o seminário é “extremamente importante para as empresas, porque falamos de instrumentos financeiros que estão disponíveis para apoiar os investimentos das mesmas”, reforçando que “isto é resultado da boa execução dos fundos comunitários que temos na Região”, aproveitando para elogiar o trabalho realizado pelo IDE e o contributo importante da sociedade de garantia mútua nos capitais necessários para levar adiante os investimentos.

“Quando uma empresa apresenta uma candidatura a fundos comunitários, ela é apreciada e aprovada e , depois disso, tem de ser executado o projecto. Para tal , as empresas têm e apresentar garantias bancárias, têm que apresentar condições financeiras, pelo que muitas vezes se socorrem destas empresas financeiras que trabalham directamente com os bancos, e que fazem o apoio para que tal seja possível e exequíveis”, explicou Pedro Calado.

Aliás, recuperando números sobre os fundos comunitários, o governante lembrou que se a Madeira “apresenta das melhores taxas de execução de aprovação, que neste momento são de cerca de 70%, estamos acima da média nacional, também foi transmitido que em termos de execução, estamos com uma taxa de 30%, quando a média nacional é de 22%”. E é esta diferença entre os 30% de execução e 70% de compromisso, é que faz com que as empresas beneficiárias procurem estas financeiras como a Lisgarante, para suportarem e darem conforto à execução dos seus projectos”, concluiu.

Refira-se que durante a sessão foi recordado o empenho que a Lisgarante teve logo após os trágicos eventos do 20 de Fevereiro de 2010, apoiando sobretudo empresas das áreas do comércio, serviços e turismo afectadas pelas enxurradas. Desde então a relação com o tecido económico regional tem-se fortalecido.

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