Industrial denuncia distorção no mercado dos derivados da cana-sacarina

13 Jan 2019 / 18:14 H.

Um dos administradores da Sociedade de Engenhos da Calheta aproveitou a presença do presidente do Governo Regional no XXII Convívio de Produtores de Cana de Açúcar que a unidade industrial anualmente promove para denunciar a entrada de produtos de diversos países “que muitas vezes são vendidos como produtos regionais”.

Carlos Bettencourt disse que russos, cubanos e brasileiros estão a confundir propositadamente os consumidores usando “melaço por mel”, instalando a “confusão entre aguardente de cana produzida na Região” e ainda ludibriando o mercado com “aguardente industrial importada e vendida como regional”.

Acusações graves que na sua opinião distorcem o mercado como coloca em causa a estabilidade do sector.

Palavras que o chefe do Executivo madeirense escutou tal como escutaram o secretário regional da Agricultura e Pescas e ainda dois presidentes de Câmara (Calheta e Ponta do Sol) bem como a deputada social-democrata à Assembleia da República, Sara Madruga da Costa que estavam próximos do governante.

O industrial não tem dúvidas que o crescimento do sector continua a depender de apoios governantais, em especial do POSEI, mas da redução do imposto sobre o álcool bem como a continuidade da linha de crédito para aquisição da cana-sacarina.

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