Greve dos enfermeiros da Madeira acima dos 60%

17 Out 2018 / 17:00 H.

Os enfermeiros estão em greve, desde o dia de ontem. Neste segundo dia, direccionado para os serviços de internamento hospitalar, a greve dos profissionais de saúde da Madeira situou-se acima dos 60%.

Juan Carvalho, presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, disse que, no turno da manhã, o nível de adesão era 65% e, na turno da tarde, 70%.

“No turno da manhã, tivemos no Hospital dos Marmeleiros uma adesão de 60%, no Hospital João de Almada 63% e no Hospital Dr. Nélio Mendonça 65%, o que perfaz em todos os hospitais um total de 65%. Percentagem que, agora, no início do turno da tarde, está a aumentar ligeiramente, o que significa que teremos uma percentagem à volta dos 70% de adesão por parte dos enfermeiros”, revelou Juan Carvalho.

O sindicalista afirmou que esta é uma percentagem que “está muito para além daquilo que era previsível”. O que significa, no seu entender, que os enfermeiros estão determinados a lutar para que o Ministério da Saúde cumpra o compromisso que assumiu com estes profissionais, em Outubro de 2017.

O SESARAM disponibilizou na sua plataforma os números da greve dos enfermeiros e, no dia de hoje, dá conta de que, no turno da manhã, esta situava-se 55%, o que significa que dos 340 profissionais previstos, 187 aderiram à greve.

Já no turno da tarde, houve um aumento, tendo chegado aos 67%, sendo que dos 164 profissionais previstos, 110 aderiram à greve. Percentagens que, segundo Ana Ferraz, estão dentro daquilo que era esperado.

A greve dos enfermeiros está distribuída por sectores. Ontem, estava direccionada para o Bloco Operatório e Cirurgias de Ambulatório, hoje em todos os serviços de internamento, amanhã será realizada ao nível dos cuidados primários, ou seja, nos centros de saúde da Madeira, e na sexta-feira abrange a totalidade dos serviços.

Veja aqui as principais reivindicações dos enfermeiros

Os enfermeiros exigem a revisão da carreira de enfermagem, a definição das condições de acesso às categorias, a grelha salarial, os princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e as condições e critérios aplicáveis aos concursos.

Além disso, reivindicam ainda a valorização económica do trabalho e a sua dignificação, nomeadamente com o reconhecimento da categoria de enfermeiro especialista e uma categoria na área da gestão, o reconhecimento da penosidade da profissão, através da compensação de quem trabalha por turnos, e a reposição dos critérios para a aposentação 35 anos de serviço e 57 de idade.

Recorde-se que os enfemeiros da Madeira estão em sintonia com os do continente. A greve foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), pelo Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

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