Generalidade dos indicadores da área da cultura na Madeira apresentou crescimento face a 2016

07 Dez 2018 / 17:37 H.

A DREM disponibiliza hoje no seu portal a Série Retrospectiva da Cultura, Desporto e Lazer actualizada com os dados de 2017. Faz-se notar que esta série foi reestruturada e ampliada com mais indicadores, passando a disponibilizar nova informação nos domínios do desporto e do lazer.

No ano de 2017, os 19 museus na Região Autónoma da Madeira (RAM) que cumpriram os 5 critérios de elegibilidade de apuramento do Inquérito aos Museus, dispunham de 97 mil bens no seu acervo e registaram cerca de 263 mil visitantes, +14,7% que em 2016. Do total de visitantes registados, 60,6% eram estrangeiros (159 mil pessoas) e 12,9% eram visitantes inseridos em grupos escolares.

No Inquérito às Galerias de Arte e Outros Espaços de Exposições Temporárias de 2017 foram inquiridos 31 estabelecimentos em actividade na RAM, que realizaram 305 exposições (+38,0% que no anterior), nas quais 1 740 autores expuseram 8 921 obras (7 766 obras em 2016).

No Inquérito às Publicações Periódicas foram apuradas 27 publicações periódicas em 2017 na RAM, correspondentes a 881 edições, 6,6 milhões de exemplares de tiragem global e 4,9 milhões de exemplares de circulação total, dos quais foram vendidos 4,6 milhões de exemplares. Face ao ano transato, registaram-se aumentos nas edições (+1,0%) e nos exemplares vendidos (+4,1%); na tiragem total (-5,4%) e na circulação total (-4,2%) observaram-se diminuições.

Em 2017, contabilizaram-se 18 011 sessões de cinema na RAM, mais 0,1% que no ano anterior. O número de espectadores ascendeu a 292 mil e as receitas de bilheteira a 1,5 milhões de euros, representado acréscimos de 6,2% e 8,9% face ao ano de 2016, respectivamente. Estas variáveis têm vindo a apresentar uma tendência crescente desde 2014.

Em 2017 foram promovidas 1 521 sessões de espectáculos ao vivo, com um total 325,2 mil espectadores, dos quais 55,2 mil pagaram bilhete, gerando uma receita de 604 mil euros. Em comparação com 2016, verificaram-se acréscimos significativos nas sessões realizadas (+58,9%), nos espectadores (+44,3%), nos bilhetes vendidos (+86,8%) e nas receitas de bilheteira (+155,9%).

No ano em referência, os jardins botânicos e aquários considerados para a RAM foram visitados por 712,5 mil pessoas, na sua grande maioria estrangeiros (90,8%), verificando-se um aumento de 7,0% face a 2016 no número de visitantes destes espaços.

Segundo os resultados do Inquérito ao Financiamento Público de Actividades Culturais, Criativas e Desportivas pelas Câmaras Municipais (IFAC) de 2017, as despesas em actividades culturais, criativas e desportivas das Câmaras Municipais naquele ano ascenderam a 9,6 milhões de euros (5,3% do total das despesas das Câmaras Municipais da RAM, +0,2 pontos percentuais que o valor registado no ano anterior), significando um aumento de 18,4% face a 2016. Este aumento resultou do acréscimo de 21,6% verificado nas despesas correntes, que representavam 95,4% das despesas totais. Note-se que as despesas de capital, além de pouco expressivas (4,6% do total), diminuíram 23,8% relativamente ao ano precedente.

Do total das despesas de 2017, 75,3% tiveram como destino as actividades culturais e criativas (equivalendo a 7,2 milhões de euros), e os restantes 24,7% o desporto (2,4 milhões de euros). Em ambas as actividades registaram-se aumentos face a 2016: 13,5% na cultura e 36,3% no desporto. Assim, o peso das despesas em cultura face ao total de despesas das Câmaras da Região foi de 4,0%, enquanto no caso do desporto não ultrapassou os 1,3%.

Por domínios, e no caso das culturais e criativas, evidenciam-se as afetas às “Artes do espectáculo”, com um peso de 35,3% do total das despesas em cultura (2,5 milhões de euros), seguindo-se as “Actividades interdisciplinares” com 26,9% (1,9 milhões de euros) e as de “Património” com 16,6% (1,2 milhões de euros). No caso das despesas em desporto, destacam-se as relativas às “Associações desportivas”, que corresponderam a 47,3% das despesas totais em desporto (1,1 milhões de euros) e às “Actividades desportivas”, que representaram 30,0% (709 mil euros).