Faltou planeamento e projecto na marina do Lugar de Baixo

Martinho Fortunato, da Marina de Lagos, pegou o exemplo dessa obra para abordar a gestão que tem de ser feita no sector

12 Out 2018 / 13:58 H.

O turismo náutico tem sido colocado à margem dos grandes eventos, foi a primeira nota de realce e elogio de Martinho Fortunato, da Marina de Lagos, à organização da CAT. Realçou os planos de desenvolvimento turístico de Portugal que, felizmente incluem o turismo náutico.

O orador do segundo painel apresentou números nos quais por cada barco em Portugal há 285 habitantes, mas também num país com extrema legislação e burocracia e entidades por tudo e por nada a controlar o sector, entende ser muito para uma área de negócio tão vital no desenvolvimento económico de um pais que liderou os descobrimentos.

Para o responsável, a importância das marinas no turismo náutico mostrou um vídeo da marina do Lugar de Baixo, onde disse que planeamento e projecto é o mais importante no sucesso de um empreendimento desses, uma vez que as perdas são irrecuperáveis. Um projecto a muito longo prazo inclui investimento e planeamento e compromisso dos investidores para estarem por 20 ou mais anos, defendeu.

As marinas geram emprego de valor acrescentado, criam emprego nas empresas que operam à volta da marina, outros negócios que vivem na marinas mas sem base na área de influência. Por cada posto de trabalho directo criado são criados doze novos na cadeia de valor, num sector que por cada 100 postos de trabalho são gerados 44 postos indirectos, são alguns números para justificar a importância se uma marina bem estruturada.

Defende a gestão privada de marinas em detrimento das de clubes náuticos mais virados para os sócios do que para ao turistas. Por fim, defendeu um hub náutico de recreio em Portugal cuja oportunidade ainda não quantificada e está a ser por aproveitar com gestão melhorada pelo sector privado e hoje ainda são de gestão pública.

Termina agora a sessão da manhã que é retomada à tarde com mais debates.

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