Existirão na Madeira um milhar de entidades ligadas à economia social

Associação de Investigação e Promoção da Economia Social pede “mais apoio” mas também reclama “mais transparência”

16 Out 2018 / 12:48 H.

Estima-se que na Madeira possam existir cerca de mil entidades ligadas à economia social. Os últimos dados oficiais remontam às Estatísticas publicadas em 2013, segundo revelou Marisa Nóbrega, presidente da direcção da AIPES – Associação de Investigação e Promoção da Economia Social, à margem da sessão de abertura do I Congresso de Economia Social, que decorre, hoje e amanhã, no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos.

“Existem 966 entidades de economia social na Madeira, dados de 2013”, disse aos jornalistas, sublinhando porém que a economia social “tem vindo a crescer”, e por isso é expectável que no presente hajam ainda mais entidades a intervir neste sector.

A associação que lidera, com apenas um ano de existência, para já só conta com dez entidades colectivas associadas e não tem ainda espaço sede.

Ter instalações próprias é um dos propósitos a curto prazo, assim como, começar já em 2019 com acções de formação na área da economia social. Antes, já no final de Novembro, a AIPES volta a promover o Mercado Social, evento realizado pela primeira vez o ano passado, então com meia centena de entidades representadas.

Apesar do “trabalho meritório” reclama que a economia social “precisa de mais apoio e de ser reconhecida por todos”. Propõe também outra abertura por parte de quem pratica a economia social.

“É preciso também que as entidades da economia social mostrem muito mais aquilo que fazem, mas também que haja mais igualdade com o segundo sector”, aponta, referindo-se às empresas privadas. Essa igualdade reclamada diz ser necessária “para alavancar novos fundos, que permita continuar a missão” e como tal, “é preciso mudar este pensamento”.

E porque “há muitas pessoas que necessitam deste apoio”, salienta que a economia social desempenha um “trabalho importante que se tem de apoiar e tem de ser reconhecido”, mas também defende que deve ser “cada vez mais transparente”, concretizou.