Estivadores reafirmam prioridade à conversão de contratos precários em permanentes

13 Nov 2018 / 22:15 H.

O Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) reafirmou hoje que pretende “converter trabalho precário em permanente e condições indignas em modelo de dignidade para os trabalhadores dos portos”, em resposta a acusações da AGEPOR.

A Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR) denunciou na segunda-feira o que disse ser “a inexistência de trabalho portuário nos terminais de contentores de Setúbal, sem que esteja decretada uma greve ao trabalho em horário normal”, e pediu a intervenção do Ministério Público.

No seu texto, a AGEPOR afirmou que “não existe trabalho portuário nos terminais de contentores e RO-RO [carga que embarca ou desembarca a rolar] de porto de Setúbal desde a passada terça-feira, dia 06 de novembro”.

“Tal acontece sem que nenhuma greve ao trabalho em horário normal esteja legitimamente decretada e em vigor”, acrescentou a AGEPOR.

O SEAL acusou aquela associação de ter feito um comunicado que “apenas serviu para veicular graves e torpes acusações”, reiterando que “não boicota contratos permanentes, antes pelo contrário, essa é uma das nossas grandes batalhas”.

Aludindo a uma situação no porto de Setúbal com mais de 20 anos, que teria criado “um híbrido entre monstro de precariedade e galinha dos ovos de ouro”, o SEAL contrapôs que “os precários do porto de Setúbal não aceitam que, em tempo de greve, as empresas pretendam assinar contratos e, falhada a estratégia coerciva, ainda lhes venham propor que tais contratos ilegais fiquem sob a divina proteção da autoridade portuária”.

O sindicato dos estivadores alargou as acusações, questionando: “Ninguém acha estranho que estando oito portos nacionais, mais de 700 estivadores portugueses em greve há exatamente três meses tal continue a ser olimpicamente ignorado pela agenda mediática?”

A greve ao trabalho suplementar, decretada pelos estivadores do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, decorre até 01 de janeiro de 2019 em defesa da liberdade de filiação sindical.

A greve em causa abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).

Tópicos

Outras Notícias