ENM é único concorrente à linha de ferry e pode usar navio da ARMAS

07 Mai 2018 / 20:16 H.

Pedro Calado confirma que a Empresa de Navegação Madeirense é o único concorrente à ligação de ferry entre a Madeira e o Continente. “O concurso acabou na sexta-feira, hoje foi feita a abertura das propostas e confirma-se que a única proposta que deu entrada foi da Empresa de Navegação Madeirense”, informou o vice-presidente do governo regional, à margem da inauguração das novas instalações da empresa REMAX, no Funchal.

“O concurso era aberto, houve várias fases, essa empresa foi a única e neste momento o que deve ser feito é aguardar que o júri se pronuncie. O mais importante é saber quais os termos dessa proposta”, sublinha. Pedro Calado admite que ainda esta semana ou, no máximo, na próxima, haverá informações mais precisas. “O facto de haver uma empresa a apresentar uma proposta não significa rigorosamente nada”, sublinha.

Questionado sobre as afirmações do JPP de que haveria uma recomendação d Autoridade da Concorrência para que as empresas do Grupo Sousa, de que faz parte da ENM, não concorressem á linha de ferry, garante que não tem conhecimento dessas recomendações.

“Todos os procedimentos foram submetidos a todas as autoridades e tudo cumpre com o que estava legislado”, assegura. O que deixa claro é que o governo está a fazer tudo para ter uma ligação por ferry com o continente.

“Não há vitórias nenhumas neste processo. O governo existe para resolver os problemas da população. Há já algum tempo que este governo sentiu que era uma aspiração da população ter um ferry que fizesse a ligação entre a Madeira e o continente. O governo lançou vários procedimentos e sentiu necessidade de fazer alguns ajustamentos”.

A possibilidade de a operação da ENM ser feita com um navio da Naviera ARMAS, o armador que já esteve na linha, não desagrada a Pedro Calado.

“Não quero estar a adiantar nada, para além do que não conheço. [O navio do ARMAS] pode ser uma possibilidade e se for, julgo que a população estaria bem servida”, afirma. No que não alinha é na desinformação.

“A intoxicação pública com informações que nada têm a ver com o processo, só complicam a situação. Veja-se o se passou com a linha aérea entre a Madeira e o Porto”.