É necessária regulamentação para que deficientes tenham lugar nas empresas

8.º Encontro Nacional de Famílias 21 contou com a presença da secretária de Estado da Inclusão de Pessoas com Deficiência

24 Mar 2018 / 17:54 H.

O mercado de trabalho, seja no sector público, mas sobretudo no privado, ainda não consegue uma efectiva integração das pessoas com deficiência na vida activa.

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que marca presença no 8.º Encontro Nacional de Famílias 21, um evento que se realiza pela primeira vez na Madeira entre hoje e amanhã na Escola Dr. Horácio Bento Gouveia, com vista à troca de experiências entre as famílias, salientou que a legislação deve ser reforçada, mesmo porque a taxa de desemprego desta população não acompanha a diminuição a nível nacional, sendo duas vezes e meia superior à actual (7,9%).

Para Ana Sofia Antunes, os empresários precisam “perceber na prática aquilo que, em geral, os estudos já o demonstram, que é a vasta panóplia de vantagens que a contratação de pessoas com deficiências trazem à empresa como um todo, não apenas do ponto de vista da produtividade do próprio, porque em muitos contextos a pessoa com deficiência já havia perdido a esperança de ter o seu lugar e que quando o consegue faz tudo, veste a camisola ao máximo para mostrar que é capaz de merecer a confiança de continuar a ser colaborador daquela empresa, mas também do próprio ambiente colectivo”, instou.

Mesmo com apoios à contratação de quem empregue pessoas com deficiência, nomeadamente a redução em 50% da Taxa Social Única e o financiamento da adaptação físico, espacial ou tecnológico do posto de trabalho, falta a regulamentação das quotas de inclusão no sector privado (no sector público já há, mas os entraves continuam), os resultados, à data, não são positivos.

Jorge Carvalho, secretário regional da Educação, frisou também que na sua área de actuação tudo tem sido feito para a inclusão dos jovens com trissomia 21. “Temos neste momento 41 crianças integradas no nosso sistema educativo, 38 das quais no ensino regular. Para tal contamos com um conjunto de técnicos especializados que dão o devido apoio e procuramos, na lógica da escola inclusiva, que todas as crianças possam sentir-se integradas”, frisou.

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