Doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte na Madeira

As doenças do aparelho circulatório, os tumores malignos e as doenças do aparelho respiratório continuam a ser as três principais causas básicas de morte na Região, representando cerca de 70% da mortalidade.

15 Nov 2019 / 17:46 H.

As doenças do aparelho circulatório continuam a ser a principal causa de morte na Região Autónoma da Madeira (RAM). Esta é a principal conclusão dos dados divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira relativos à mortalidade por causas de morte em 2018

Em 2018, ocorreram 2.730 óbitos de residentes na RAM, o que correspondeu a um aumento de 8,6% face a 2017 (2.514 óbitos), dos quais 1.306 do sexo masculino (47,8%) e 1.424 do sexo feminino (52,2%).

A taxa bruta de mortalidade foi de 1.074,1 óbitos por 100 mil habitantes, com valores mais elevados para os homens (1.102,1/100 mil habitantes) do que para as mulheres (1.049,7/100 mil habitantes).

As doenças do aparelho circulatório, os tumores malignos e as doenças do aparelho respiratório continuam a ser as três principais causas básicas de morte na Região, representando cerca de 70% da mortalidade. Para estas causas, destaca-se:

As doenças do aparelho circulatório:

Mantêm-se como a principal causa básica de morte na RAM, com registo de 788 dos óbitos, ou seja, 28,9% do total (27,4% em 2017);

Aumentaram 14,4 % face a 2017 (689);

A mortalidade feminina (56,9%) foi superior à masculina (43,1%);

A taxa bruta de mortalidade foi de 310,0 óbitos por 100 mil habitantes, com valores mais elevados para as mulheres (330,2/100 mil habitantes) do que para os homens (286,9/100 mil habitantes);

A maior parte das mortes ocorreu em pessoas com 65 e mais anos, representando 89,0% do total de óbitos por esta causa (81,2% nos homens e 94,9% nas mulheres);

Destacam-se os óbitos por doenças cerebrovasculares, também designados por acidentes vasculares cerebrais (AVC), associados a 238 dos falecimentos (8,7% do total de óbitos).

Os tumores malignos:

Voltam a posicionar-se como segunda causa básica de morte na Região, com registo de 595 óbitos (313 homens e 282 mulheres), o que equivale a 21,8% da mortalidade na Região (23,4% em 2017);

Apresentam um aumento de 1,2% face a 2017 (588);

Evidenciam-se os óbitos por tumor maligno da laringe e traqueia/brônquios/pulmão, que vitimaram 101 pessoas (3,7 % do total de óbitos).

A taxa bruta de mortalidade foi de 234,1 óbitos por 100 mil habitantes, com valores mais elevados para os homens (264,1/100 mil habitantes) do que para as mulheres (207,9/100 mil habitantes);

Perto de dois terços das mortes ocorreram em pessoas com 65 e mais anos, representando 70,4% do total de óbitos por esta causa (67,4% nos homens e 73,8% nas mulheres).

As doenças do aparelho respiratório:

Foram a terceira causa básica de morte na RAM, com registo de 516 óbitos (241 homens e 275 mulheres), correspondendo a 18,9% do total de mortes observadas na Região (18,5% em 2017);

Aumentaram 11,0% face a 2017 (465);

Destacam-se as pneumonias, que resultaram em 313 óbitos, 11,5% do total de óbitos;

A taxa bruta de mortalidade foi de 203,0 óbitos por 100 mil habitantes, com valores ligeiramente mais elevados para os homens (203,4/100 mil habitantes) do que para as mulheres (202,7/100 mil habitantes);

As pessoas com 65 e mais anos foram as mais afectadas, representando 94,6% do total de óbitos por esta causa (92,9% nos homens e 96,0% nas mulheres).

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