Direcção Regional da Cultura reserva 5,6 milhões para recuperação do património

16 Fev 2019 / 15:06 H.

A direcção Regional da Cultura reservou cerca de 5,6 milhões de euros do Orçamento de 2018 para a recuperação, conservação e restauro do património cultural e para novas edificações.

“Foram cerca de 5,6 milhões de euros aplicados em várias obras, com destaque para a intervenção nas cantarias da torre da Sé do Funchal, uma intervenção que teve por objectivos prolongar a vida do edifício, salvaguardar a segurança de pessoas e bens e, ainda, procurar uma leitura geral harmoniosa das zonas intervencionadas”, explicou Elias Homem de Gouveia, arquitecto e membro dos TSD (Trabalhadores Sociais Democratas).

O especialista destacou outras obras como a recuperação do Museu Vicentes, do Museu das Cruzes ou da Fortaleza do Pico, no Funchal. “São edificações que fazem parte do nosso Património, da nossa História, da nossa Identidade, e podemos afirmar que a verdadeira reabilitação urbana tem sido feita pelo Governo Regional, e neste caso particular, através da direcção regional da Cultura”, referiu o arquitecto, apontando ainda para a recuperação das infraestruturas e do património artístico móvel de algumas Capelas classificadas de Interesse Público, tendo também por base o Projecto ‘Capelas ao Luar’. Nesta matéria, deu como exemplos as Capelas do Corpo Santo, de Nossa Senhora da Piedade e de Nossa Senhora das Neves. Um trabalho que prosseguirá, este ano, com intervenções na Capela de Nossa Senhora da Nazaré, na Capela de São Roque e na Capela de São Paulo.

Elias Homem de Gouveia apontou ainda outras grandes recuperações como as realizadas na Igreja Matriz de Machico e no Solar do Aposento. Para os TSD/Arquitectos, a caracterização cultural tem a ver com aquilo com os povos fazem. “Trata-se da nossa história, da nossa identidade, que está bem expressa na forma de construir, nos materiais utilizados e nas características de construção”, salientou o social-democrata.

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