D. Tolentino Mendonça diz que somos todos “lavadores de pés”

Numa mensagem dirigida aos fiéis, através da Ecclesia, o cardeal madeirense aborda a última ceia

Roma /
10 Abr 2020 / 12:04 H.

O cardeal madeirense D. Tolentino Mendonça aborda, numa mensagem/diálogo à Agência Ecclesia, a celebração da última ceia.

D. Tolentino fala do Teatro do Dom, com a eucaristia a recordar a última ceia.

Explica que serão lido dois textos complementares. O primeiro aborda a simbologia do lava-pés de Jesus aos seus discípulos. “O importante é a própria figura de Jesus”, adverte D. Tolentino, salientando que esta imagem de Jesus vale mais do que mil palavras. “Este Jesus que se depõe a si mesmo, da sua autoridade, ele que era de condição divina, torna-se não apenas humano, mas o único dos homens”, refere o cardeal madeirense.

Diz que é interessante pensarmos a eucaristia como uma figura de hospitalidade onde todos temos lugar e fala num amor que não é equivalente e é sempre desproporcional como uma assimetria.

As palavras de Jesus no fim desse episódio de lava-pés: “Compreendeis o que vos fiz?” faz-nos questionar se compreendemos verdadeiramente a simbologia deste acto, refere D. Tolentino, acrescentando que aquele gesto de Jesus aos seus discípulos é uma forma de “hospitalidade radical expressa pelo amor”

Diz que somos todos lavadores de pés e recorda o título do livro do Cardeal de Boston: ‘Precisam-se de lavadores de pés’, referindo que um cristão outra coisa não é do alguém disponível para lavar os pés.