Conheça mais reacções dos políticos regionais à sondagem do DIÁRIO

27 Jul 2018 / 12:07 H.

O estudo de opinião que DIÁRIO e TSF encomendaram à Eurosondagem, em destaque hoje na edição impressa do nosso matutino, continua a dar que falar.

Os resultados da auscultação feita a mais de mil eleitores são inequívocos. PSD e PS surgem empatados em mandatos. Ambos só atingem a maioria absoluta se coligados com várias forças e a esse nível, as hipóteses de bengala são diversas, mesmo que algumas sejam improváveis. Para além dos socialistas, só CDS e PCP sobem de tom.

Os políticos regionais e pessoas afectas aos partidos não tardaram em reagir nas redes sociais.


Gonçalo Santos (CDS)

A um ano das eleições, a sondagem publicada hoje mostra que felizmente, o tempo das maiorias absolutas, na Madeira, acabou. Abre uma série de cenários, desde a possibilidade de uma maioria de centro-direita (PSD-CDS, se um ou outro subirem alguns pontos percentuais), passando pela possibilidade de uma maioria de centro-direita-centro esquerda (PS-CDS, com os mesmos pressupostos anteriores), indo à possibilidade de uma maioria mais à moda da geringonça (PS-JPP-BE ou PCP). Isto é bom para o debate político mas sobretudo, é bom para a democracia, pulverizando o mito do voto útil. Apenas uma nota, em relação à linguagem jornalística: - numa coligação não existem bengalas. Existem partidos que concertam posições e que chegam a acordo através da apresentação de um projeto comum, que implica cedências de parte a parte. Acontecerá certamente na Madeira, assim como acontece em toda a Europa. A nossa falta de hábito leva a que este tipo de linguagem seja utilizada, desvirtuando aquilo que são escolhas democráticas dos cidadãos, dando-lhes um cunho negativo que manifestamente não têm. Se o jornalismo tem responsabilidade na formação de opinião, é importante que não deturpe essa mesma opinião. Resumindo e concluído, está tudo em aberto até 2019 e isso é bom para o debate democrático. Desde que esse debate não seja meramente “eleitoreiro” (tendência cada vez mais notória, sobretudo no PSD e PS). Nota final: não sou membro de nenhum órgão do CDS, pelo que esta é meramente uma opinião pessoal. Para que fique claro.