Madeira

Concorrente pede ao Governo para prolongar concurso do Ferry

Prazo terminava a 15 de Fevereiro. As propostas terão agora de ser entregues até 19 de Março

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O governo regional aprovou, esta tarde, a prorrogação, por 30 dias, do prazo para a apresentação de propostas para a concessão do serviço de ferry, entre a Madeira e o continente. Um prolongamento do prazo, que terminava no próximo dia 15, pedido por uma das empresas que levantaram o caderno de encargos. As propostas terão, agora, de ser entregues até 19 de Março.

Pedro Calado, porta-voz da reunião do governo, informou que foi pedido, ontem, “mais tempo para estudar o caderno de encargos”, nomeadamente os portos da operação e o tipo de navio adequado.

O vice-presidente do governo acredita que serão apresentadas propostas para este novo concurso, aberto em Dezembro do ano passado e que prevê um mínimo de três meses de operação (12 viagens), com um subsídio de três milhões de euros.

Calado lembra que o concurso não limita a operação a três meses e que esse período é apenas o “mínimo exigido” para a operação e que um candidato que pretende manter a operação durante mais tempo terá vantagens no concurso.

“Estou convencido que vamos ter um ferry”, afirmou o governante que no entanto reconhece que o mercado regional,com uma população de pouco mais de 250 mil habitantes, torna operação difícil, face a outras rotas, nomeadamente no Mediterrâneo e entre as Canárias e o sul de Espanha.

O governo reconheceu que o concurso inicial, com um subsídio de três milhões para todo o ano “não era possível cumprir”, pelo que procurou adaptar a operação.

“Estamos a trabalhar muito a sério nesta situação e as empresas que manifestar interesse têm credibilidade. Estar neste momento a deslocalizar um navio de outra operação para a Madeira é difícil”, reconhece.

O vice-presidente do governo regional continua a defender que a linha de ferry, que não é “uma questão turística, mas de mobilidade”, deve ser responsabilidade do Estado.

“Esta questão tem de ser muito defendida e estudada, através do princípio da continuidade territorial. Um madeirense ou um açoriano não têm culpa de terem nascido numa ilha e, por isso, cabe ao Estado assumir esses custos com a operação”, justifica.

Pedro Calado garante que a “guerra ainda não acabou”, nesta questão.

Na reunião de hoje também foi aprovada uma alteração ao sistema de incentivos à internacionalização das empresas que passa a ter um limite de 50 mil euros por projecto.